A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 14/04/2021
Polêmica e alarmante, a manipulação da imagem nas redes sociais é motivo de preocupação no atual cenário brasileiro. Nesse contexto, tanto os problemas mentais gerados por essa falsificação, quanto a necessidade de ser aceito na sociedade por apresentar um estilo de vida perfeita, demonstram um crescimento na insegurança e decepção por não alcançar devidos padrões, que ao mais tardar poderá se transformar em distúrbios mais graves. Logo, providências fazem-se urgentes para atenuar a problemática.
Em primeiro plano, observa-se a facilidade de se comunicar e de fazer amigos através da internet como importante conquista do mundo moderno. Entretanto, nota-se, em contrapartida, o crescimento de doenças psicossomáticas –tais como depressão e ansiedade – como consequência de tentativas frustradas em alcançar padrões irrealistas impostos pelos aplicativos de edição e pelos filtros de fotos tão presentes nas redes sociais. Como disse Madonna em uma entrevista para o jornal inglês “The Sun”: “O Instagram é pensado para as pessoas se sentirem mal” ao tornam-se refém dos likes e dos seguidores em busca da obtenção de validação, de status e de respeito, mesmo que tenha que distorcer sua imagem. Desse modo, medidas enérgicas são imperativas para superar o óbice.
Ademais, vale ressaltar o medo de exclusão e de não pertencimento a determinados grupos sociais como justificativa para a manipulação da própria imagem nas redes. Nesse sentido, o sentimento de insegurança prevalece, já que as relações sociais parecem cada vez mais instáveis em tempos de modernidade líquida. Posto isso, muitas pessoas sentem necessidade de criar uma nova personalidade nas mídias que se encaixem nos padrões, esquecendo assim de suas reais intenções e desejos, visto que a verdade virtual prevalece a verdade real. Como lamentável resultado, percebe-se o aumento de crises existenciais e do índice de suicídios.
Portanto, ações normativas são imprescindíveis para o combate da manipulação das imagens e de seus malefícios à saúde do brasileiro. Diante disso, cabe às grandes empresas de comunicação, juntamente com artistas de grande visibilidade, estimularem a postagem de fotos sem edição por meio de “hashtags” que exaltem a beleza natural – a exemplo da campanha “#nofilter” -, a fim de desmistificar os padrões de vida perfeita. Além disso, é essencial que a escolas do país motivem práticas de inclusão do próximo, via aulas de éticas e ajuda psicológica nas instituições de ensino que orientem jovens no processo de seu autoconhecimento, no intuito de reduzir a insegurança e necessidade de criar novas personalidades nas redes sociais.