A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 15/04/2021

Entre os séculos 20 e 21 a tecnologia dos meios de informação se ampliaram de uma forma extremamente acelerada, trazendo consigo o advento da internet, e posteriormente as redes sociais. Com a possibilidade de compartilhamento de fotos e vídeos os seus usuários começaram a criar uma imagem de si mesmo distorcida da realidade, mais divertida, saudável e sem qualquer tipo de defeito. Influenciando outros a terem de comparar suas próprias vidas com o simulacro de outras, causando danos mentais à psique dos mesmos.

Tudo isso começou no início da internet, quando somente as celebridades e indivíduos de maior renda tinham acesso à rede. É natural que viéssemos as nossas personalidades preferidas tendo uma vida de sucesso e de luxo e sentíssemos vontade de ter uma vida parecida com a deles, mesmo não sendo possível. Assim, quando a internet se tornou mais acessível, a maioria de seus usuários só compartilhavam momentos de alegria e felicidade, tentando suprir o sentimento de não pertencimento a grupos mais privilegiados.

Com isso vários dos usuários das redes sociais começaram a manipular sua vida e aparência com filtros faciais de plásticas, que muitas vezes esbranquiçaram as feições do indivíduo, criando uma falsa imagem de sua persona, fazendo com que as pessoas se perguntassem se sua vida era sem graça demais ou se era insuficiente. Essa forma de utilizar as redes sociais acabou induzindo uma geração inteira a terem mais problemas relacionados à saúde mental como depressão, ansiedade e distúrbios alimentares como anorexia e bulimia.

Alguns desses problemas já estão sendo tratados com seriedade e com sua devida importância na mídia em geral por próprios vídeos de criadores de conteúdo, inclusive as próprias empresas dos aplicativos já se preocupam com o efeito que elas causam nas pessoas. Ainda sim é necessário mais incentivos vindos da propriedade privada, das grandes empresas dos aplicativos, para criar algoritmos, anúncios e acima de tudo terem uma conversa com os influenciadores mais participativos para ajudar a mudar a forma que as pessoas utilizam a rede social.