A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/04/2021

A série Black Mirror se passa em um futuro distópico, que expõem o lado sombrio da tecnologia. São contos de ficção científica que mostram as redes sociais, neles a sociedade se estabelece por rankings dos cidadãos, por meio de gostos e desgostos, ao passo que vemos a série, entendemos os malefícios à saúde. A manipulação de imagem está associada aos filtros dos aplicativos, como o Intagram, Facebook, Tik Tok, etc. Em qual, eles tentam trazer uma realidade de perfeição, consequentemente trazendo prejuízos ao bem-estar mental e físico. Por conseguinte, havendo um aumento na busca de procedimentos. de acordo com o levantamento recente divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo.

Os filtros dos aplicativos, principalmente o Instagram, trazem uma busca desenfreada pela perfeição, que modificam a aparência, fazendo que uma pessoa se sinta mais bonita e atraente. Com isso, traz uma sociedade tecnológica com padronização e um único senso de estética. Deste modo, há muitas pessoas que ficam descontentes com o próprio corpo. Logo, começarão a ter doenças relacionadas ao problema, como a depressão e a compulsão alimentar. Em 2019, o Instagram, removeu o número de likes das publicações. Isso ocorreu porque muitos usuários davam mais valor a quantidade de curtidas recebidas e também por causa da competição entre eles, de quem tinha mais likes. Ao ver o que estava se tornando, o Instagram fez essa ação, assim diminuindo o cyberbulling, críticas e disputas.

A partir disso, várias pessoas estão procurando procedimentos cirúrgicos e estéticos, dentre eles: rinoplastia, bichectomia, harmonização facial e lipoaspiração, afim de imitar tais efeitos dos aplicativos e atingir o padrão de beleza determinado pelos mesmos. De acordo com uma pesquisa divulgada em dezembro de 2019 pela ISAPS, no ano de 2018, o Brasil registrou a realização de mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Apesar disso, as pessoas continuam insatisfeitas, porque o paradigma imposto por eles é inalcançável. Destarte, tendo corpos modificados por cirurgias invasivas e danificando o bem-estar mental.

Portanto, para tentar diminuir a manipulação de imagem nas redes sociais e reduzir os malefícios à saúde mental,  é necessário estimular a redução do uso de filtros e desvalorizar as cirurgias plásticas. Por meio de propagandas publicitárias e vídeos motivacionais, que aumentarão o empoderamento dos gêneros, assim elevando sua autoestima. Que pode ser feito pelos influenciadores digitais e pelo próprio Instagram, que tem uma função que oferece suporte a usuários que procuram por termos ou hashtags considerados perigosos, como “#depressão e #ansiedade”. Afim de que menos pessoas se sintam mal com o próprio corpo e entendam que não é possível chegar a perfeição imposta pela mídia.