A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/03/2021

O advento das redes sociais trouxe benefícios e desafios à sociedade brasileira, dentre eles podemos citar os problemas de saúde mental que atingem grande parcela da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil possui 9,3% da nação que sofre com ansiedade e 5,8% de depressão, dados alarmantes quando comparado com o restante do mundo. Dessa forma, é essencial a realização de medidas de combate a esse problema.

Associado a esse desafio, está o constante uso das redes sociais. Em um estudo realizado pela Royal Society for Public Health, identificou que a má administração da quantidade de horas diárias utilizando as mídias é um dos principais problemas para esse impasse. Já um artigo da The Atlantic demonstra que o uso descontrolado das redes está associado ao aumento considerável de depressão e ansiedade. Ademais, é demonstrado que os jovens estão emocionalmente vulneráveis, devido ao modo de vida e exposição anormal na internet.

A série “13 reasons why” conta a vida de Hannah Baker, uma garota que acaba de entrar em uma escola, contando sua história por meio de 13 fitas, demonstrando as razões para o seu suicidio. Durante o enredo, é possível observar a circulação de uma foto íntima nas redes sociais, levando ela a humilhação e assédio, gerando problemas como o cyberbullying. Problema este realizado normalmente por perfis “fakes” que realizam ações de ódio e preconceito, abalando a dignidade e a moral da vítima.

Concomitantemente, o uso das mídias, como Instagram e Twitter, geram um sentimento de inferioridade em relação à autoimagem do adolescente, fazendo boa parte pensar em mudar a aparência. Pode-se citar o sociólogo Guy Debord, que realiza a chamada “Sociedade do Espetáculo" onde é revelado a auto exposição das pessoas na internet, gerando a necessidade de demonstrarem felicidade e a perfeição em seus posts, fato nem sempre verdadeiro, afetando assim a saúde mental.

Face a essa realidade, é imprescindível a realização de medidas para combater esse problema. O Ministério da Educação juntamente ao Ministério da Saúde devem criar projetos socioeducativos contra os paradigmas impostos pelas redes sociais, alertando a população esclarecendo os danos causados e medidas preventivas. Portanto, tais medidas seriam eficientes para combater esse empecilho.