A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 31/03/2021
O padrão de beleza propagado pelas mídias e redes sociais tem sido um grande problema inserido na geração digital. A manipulação de imagens em excesso cria uma exposição pessoal distorcida, aumentando os contrastes entra a aparência real e a aparência na rede. Isso gera problemas psicológicos que afetam a saúde mental do indivíduo, como baixa autoestima, crises de ansiedade e sentimento de insuficiência.
Em 2018, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston criaram o termo “Dismorfia Snapchat” para abordar os casos de pessoas que buscam profissionais com o objetivo de atingirem uma aparência mais próxima às alcançadas nos filtros das redes sociais. Pessoas que tomam essas atitudes geralmente sofrem de estresse e ansiedade extrema em relação à sua própria fisionomia.
O período de pandemia aumentou consideravelmente o uso de câmeras, efeitos e filtros de embelezamento artificial, devido à necessidade de uma maior promoção online. Quanto mais as pessoas são expostas à imagens manipuladas, mais elas passam a ver como “normais” aquilo que é retratado, afastando-as cada vez mais da realidade.
O uso consciente das redes sociais, a autoaceitação e a valorização da individualidade são passos importantes que devem ser tomados por cada pessoa inserida no meio tecnológico para que se alcance certa estabilidade emocional em relação à sua própria imagem. A concientização da população também deve ser promovida por empresas de mídias sociais, ajudando a alcançar os objetivos listados acima.