A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 04/04/2021

As redes sociais são espaços virtuais para interações de seus usuários por meio de fotos, vídeos, mensagens, entre outros. Determinadas redes desenvolveram filtros de fotos para que as pessoas se sintam mais a vontade para postarem “selfies”. O problema relacionado aos respectivos filtros é: eles normalmente modificam o rosto da pessoa, deixando-o mais fino e mais claro, logo, dentro dos padrões de beleza criado pelo mundo da moda diminuindo o índice de aceitação do próprio corpo e aumentando a busca pelo corpo perfeito.

Assim, essa busca em vão pela perfeição faz com que mais pessoas procurem cirurgiões plásticos para as deixarem parecidas com o que veem nas telas de seus celulares. Porém, a comunidade médica acredita que uma cirurgia plástica não seria a melhor opção nesses casos, pois essa motivação pode colocar em risco a saúde física e psíquica do paciente.

Neste sentido, os possíveis danos físicos de uma cirurgia cosmética são as complicações cirúrgicas durante e pós procedimento que podem afetar permanentemente a saúde do paciente ou até mesmo ocasionar a sua morte. Em relação aos danos à saúde mental, há uma grande chance dessas pessoas desenvolverem TDC (Transtorno Dismórfico Corporal), o que faz com que elas busquem uma mesa de cirurgia sempre que identificar “defeitos” estéticos ou simples aspectos físicos que não condizem com o padrão atual da indústria da beleza.

Desta forma, a melhor opção para resguardar a saúde destes tipos de usuários e diminuir as buscas por cirurgias plásticas motivadas por padrões alimentados pelas manipulações de imagens é: a estipulação de um requisito pré-operatório definido pelo Conselho Federal de Medicina. Esse requisito consiste na obrigatoriedade dos cirurgiões plásticos encaminharem os pacientes para uma análise de um grupo de especialistas compostos por psicólogos e psiquiatras buscando impedir cirurgias pautadas em motivos desnecessários.