A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/04/2021
Durante a Pré-História, a tecnologia era benéfica na medida que facilitava o labor humano, além de deixar mais tempo livre para o lazer, a capacitação e a sociabilidade. Destarte, na contemporaneidade, as redes sociais são adventos tecnológicos que se mostram maléficos ao bem-estar dos seus usuários, já que permitem a manipulação da imagem, com o consequente agravamento da saúde mental dos indivíduos brasileiros. Dessa forma, tal cenário é decorrente tanto de uma mídia carente de diversidade, quanto de uma cultura que supervaloriza certos padrões de beleza.
Primeiramente, o processo de Globalização foi capaz de proporcionar o intercâmbio cultural e de, por conseguinte, ampliar o contato com a diversidade existente no planeta. Entretanto, esse intercâmbio não veio acompanhado do protagonismo midiático de pessoas fora do padrão cultuado pela sociedade brasileira, gerando uma falta de identificação do telespectador com a beleza em destaque nos meios de comunicação. Consequentemente, o sujeito já fragilizado, em interação excessiva com a manipulação de imagem proporcionada pelas redes sociais, tem sua saúde mental agravada, contradizendo a função benéfica exercida pela tecnologia durante a Pré-História.
Consoante Yuval Harari, as culturas são parasitas mentais instalados involuntariamente na cabeça dos indivíduos, gerando muitas vezes a morte do seu hospedeiro. Portanto, assim como os padrões de beleza do Brasil são frutos de uma cultura que supervaloriza padrões excludentes de aparência, é notório que os filtros manipuladores de imagem são um reflexo desse molde de perfeição. Desse modo, os usuários desses filtros não só sofrem com a comparação entre sua imagem real e manipulada, como também têm risco de desenvolver doenças que podem levar à prática do suicídio, ressaltando o reflexo negativo da tecnologia sobre a condição mental humana.
Dessa maneira, sendo os filtros digitais maléficos ao estado psicológico dos seus usuários, é dever do Ministério da Saúde, em parceria com as emissoras de TV, criar o Plano de Atenção à Saúde Mental, que por meio da veiculação de comerciais, desenvolvidos por especialistas, na televisão aberta brasileira, irá não só alertar sobre os impactos causados pelo uso indiscriminado dos filtros, mas também ampliar a participação de pessoas com diferentes belezas na mídia do país. Esses comerciais deverão ser veiculados nos horários de pico e contar com uma linguagem cativante, a fim de prender a atenção do telespectador. Ademais, tal Plano também promoverá palestras nas escolas de todo o país e atendimento de psicólogos, com o objetivo de descontruir os moldes de aparência pertencentes à cultura brasileira. Em suma, por essas vias, o Brasil estará atenunando os efeitos mentais da manipulação de imagem sobre sua população, ampliando o aspecto positivo da tecnologia.