A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/04/2021
De acordo com o site techtudo, 41% dos jovens brasileiros sentem tristeza, ansiedade ou depressão após usar as redes sociais. Isso se dá pelo fato dos usuários mostrarem vidas e corpos irreais, causando problemas com a autoestima e frustração a quem consome. Um grande influenciador para esse comportamento são os filtros que modificam a aparência, podendo causar baixa autoestima ao usuário quando este sai do mundo virtual, vendo a verdadeira realidade e não gostando do que vê.
A priori, as redes sociais estão se tornando tão irreais que influenciadores, como Ellora Haonne, inciaram um movimento em que incentivam os usuários a mostrarem uma foto com poses manipuladas e ao lado sem poses, essas fotos começaram a chocar as pessoas, isso porque esse movimento provou que aqueles corpos cheios de manipulação não são reais, quem consome o conteúdo dessas pessoas cheias de filtros criam desejo a um corpo que é impossível de alcançar. Como diz Émili Durkein “O homem mais do que um formador da sociedade, é um produto dela.” Essa frase expressa muito bem a realidade de hoje, em que o capitalismo vende um esteriótipo.
A posteriori, vale ressaltar que redes sociais como instagram e sanapchat oferecem filtros que modificam o rosto como uma plástica. O que mostra ser uma problemática, como expõe dados do site ella, a motivação de 55% das pessoas que fizeram rinoplastia em 2017 foi o dejeso de sair melhor em selfies. Cirurgias não são como filtros, há riscos, essas pessoas se colocam em uma situação de possível perigo devido a uma fantasia criada nas redes sociais, em que todos são extremamente felizes, com seus corpos sem defeitos, seus rostos simétricos, casa perfeitas e famílias primorosas. Causando assim, transtornos mentais entorno da frustração por não conseguirem tudo isso.
Portanto, essas plataformas devem retirar filtros que modificam os rostos, proibir anúncios de produtos que prometam um emagrecimento milagroso para jovens com menos de 18 anos, além de recomendar que influenciadores grandes falem sobre a fantasia da vida perfeita que criou-se nesses aplicativos, compartilhando seus dias reais, com problemas, frustrações e mostrando seus verdadeiros corpos. A fim de diminuir casos de depressão e ansiedade causados por tais motivações.