A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/04/2021
Segundo Francis Bacon, filósofo inglês, o comportamento humano é contagioso, ou seja, torna-se enraizado e frequente à medida que se reproduz. Nesse sentido, a manipulação de imagem vem sendo usada por uma grande parte da população que busca uma beleza inatingível e padronizada, gerando problemas à sáude mental. Desse modo, medidas que ajudem a promover a autoaceitação e o fim dos filtros que distorcem a imagem real devem ser tomadas.
A princípio, é válido ressaltar a busca pela perfeição. De acordo com a Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS), 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar sua aparência para melhorar suas fotos. Sob esse viés, percebe-se quão acentuada é a influência das redes sociais e como isso afeta o indivíduo, fazendo com que ele constantemente procure uma perfeição inalcançável. Além disso, as plásticas desnecessárias, que podem chegar a dar errado, e a comparação excessiva fazem com que novas inseguranças e traumas sejam abertos, contribuindo com a ideia de padrão de beleza.
Outrossim, é importante salientar os malefícios à saúde mental. Pelo sentimento de insegurança e insuficiência por não se parecer com o “ideal”, doenças como ansiedade e depressão podem ser desenvolvidas. É o caso da personagem fictícia Abby, da série Ginny e Georgia, que por não ter o corpo similar ao das outras meninas de sua idade começa a se automutilar. Assim, ela se afasta dos amigos e da família e entra em um ciclo vicioso de auto-ódio, pensando até mesmo, em suicídio. Diante do exposto, fica claro que medidas devem ser tomadas, a fim de sanar essa problemática.
Depreende - se portanto, que a mídia, importante veículo de opinião, deve divulgar os pontos negativos da manipulação de imagem e tirar das redes sociais os filtros que promovam essa distorção na aparência, por meio de propagandas e postagens educativas, com o intuito de conscietizar a população sobre o uso dos mesmos. Além disso, as instituições de ensino, responsáveis por ensinar e ajudar na formação do cidadão, devem promover palestras para alunos e pais, com incentivo governamental, a fim de criar relações que não sejam baseadas apenas no físico e promover o amor próprio. Assim, o desenvolvimento da sociedade poderá deixar de ser apenas uma utopia.