A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/04/2021

Sabe-se que desde a Idade Média, padrões estéticos e sociais pode ser desprendidos da sociedade. Em analogia,  as mulheres eram submetidas a procedimentos duvidosos, como o uso de cosméticos à base de chumbo, que prometiam o clareamento da pele, um padrão estabelecido pelo sistema patriarcal da época. No entanto, hoje, quem introduz os padrões na sociedade brasiliera são as redes sociais e seus recursos, os filtros, que implicam em reflexos na formação da autoimagem dos usuários e, principalmente, dos jovens. Nesse viés, a falta de auxílio dos que usufruem das redes e a ausência da família, como educadora, na vida dos jovens, se tornam agravantes de tal problemática.

A princípio, as redes sociais funcionam como impositoras do analcansável. Inicialmente, recursos como os filtros podem ser acessados ao se realizar a conexão à internet, tal ação, sem auxílio prévio, leva o usuário a criar uma imagem não real de si e, até mesmo, a olhar com desprezo para sua “versão natural”. Por conseguinte, efeitos são observados na formação da autoimagem desse indivíduo, devido ao fato de não ter sido alertado acerca dos perigos das redes, visto que ao adentrar o meio coletivo, “forças” levam-no a utilizar filtros e retocar suas fotos. Tal “força” é o que a filósofa alemã Hannah Arendt define como “Ideologia de manada”. Dessa forma, o não encaminhamento do jovem, e das pessoas em geral, a como os meios sociais funcionam geram dificuldades e problemas de autoestima.

Ademais, esse cenário pode dificultar a ação e a presença da família no cotidiano do jovem. Indubitavelmente, a ação familiar molda e prepara para a vida, porém, vale ressaltar que, quando não realizada adequadamente, pode levar ao sofrimento; situação sofrida pela menina Clarice na obra “Preciosa”, da escritora Sapphiere, na qual sua mãe lhe oferece momentos de angústia com a educação que à oferecia. Como resultado, pode-se acatar, como consequência, a falta de maturidade psicológica, situação presente, igualmente, na obra. Tal circunstância, induz o mancebo a acreditar em tudo que tem contato nas redes sociais,  o que leva ao sofrimento e pressão psicológica. Nesse contexto, a família, ao não executar seu papel como educadora, deixa os jovens à mercê e desprotegidos.

Portanto, o atual contexto se dá pela falta de preparação prévia e pelo não cumprimento do papel da família.  Diante disso, cabe ao Governo Federal, alido à mídia, informar acerca dos perigos encontrados nas redes sociais, por meio de campanhas conscientizadoras em horários nobres e na prórpia estruta online, para que reflexos na formação da autoimagem sejam evitados. Ademais, cabem às famílias, serem presentes e participativas na formação de seus filhos, por meio da busca por métodos de aproximação, a fim de evitar que os mancebos sofram por algo que podeia ter sido evitado. Assim, será possível amenizar o sofrimento daqueles que buscam pelo seu eu.