A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/04/2021
No documentário “O dilema das redes” produzido pela Netflix, profissionais que contribuíram diretamente na criação das redes sociais afirmam que: o uso excessivo da internet estimula impactos à saúde mental dos usuários. Além disso, é decerto que tais problemas psicológicos são decorrentes da frequente auto-comparação que, devido a banalização midiática da manipulação de imagens nas redes, promove o declínio da autoestima.
Outrossim, é evidente que a mídia é responsável pela naturalização da realidade construída na internet. Uma vez que, motivada por ideais capitalistas, a divulgação de padrões inalcançáveis é utilizada como um recurso publicitário que impulsiona o mercado estético. Em decorrência disso, o sociólogo francês Jean Baudrillard afirma que, a intoxicação midiática favorece a perda do referencial das identidades. Logo, o debate quanto a identidade individual, fomentado pelas redes sociais, incentiva a consolidação de uma pressão estética.
Em adição , os padrões de beleza difundidos pela mídia encorajam a auto-comparação e, consequentemente, alimentam o sentimento de inferioridade dos internautas. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a busca por procedimentos estéticos por pessoas entre treze e dezoito anos aumentou em 141%. Em resumo, os resultados dessa pesquisa evidenciam a influência da internet na distorção da auto imagem dos jovens que, atrelada a fatores externos, pode acarretar transtornos mentais como a bulimia e a anorexia.
Portanto, é imposto a Mídia em parceria com os Órgãos Fiscalizadores, a transmissão dos malefícios da manipulação de imagem para a saúde mental da população, por meio de campanhas conscientizadoras e da proibição de filtros que contribuem para a distorção de imagens. Assim, será possível o uso da internet como uma ferramenta construtiva, atenuando seus impactos psicológicos.