A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 15/04/2021

A quarta Revolução Industrial, conhecida como Técnico-Cientifico-Informacional, pode ser considerada como a primeira produção em massa online em uma fábrica inteligente, produção e controle onipresente. Klaus Schwab, economista alemão, diz que a quarta revolução tem um impacto sobre a sociedade, a cultura e a economia. Viver em um mundo onde sempre existiu internet tem seu preço. A geração Z tem muita autonomia e acesso à tecnologia e principalmente aos meios digitais, sendo totalmente influenciados pela internet. Isso faz com que essa geração seja a com mais chances de desenvolver transtornos e depressão.

As redes sociais interferem diretamente na vida do jovem que é influenciado por um momento de felicidade da vida alheia. O Instagram foi considerado a rede social que mais faz mal para o ser humano por conta da autoimagem do jovem, segundo a Organização de Saúde no Reino Unido. Os famosos filtros alteram todo seu rosto, criando um tipo de padrão e fazendo com que as pessoas se aceitem apenas usando eles. No episódio “Queda Livre” da série Black Mirror, as pessoas são avaliadas socialmente a partir de “likes”, e elas começam a ficar presas nesse simulacro, nessa máscara de terem que agir a serviço de agradar aos outros.

A busca por “likes”, fama e uma felicidade inexistente vem trazendo vários problemas para saúde mental dessa geração. Transtornos de ansiedade, depressão, anorexia e transtorno de personalidade, são os problemas mais comuns gerados pelas redes sociais. A comparação com a vida e o físico de pessoas influenciadoras é tão grande que 70% das mulheres que usam o Instagram se sentem infelizes após rolar 3 minutos do feed. A procura da perfeição de se encaixar em um padrão que é simulado nas mídias sociais fez com que o Instagram banisse alguns filtros, principalmente, as cirurgias plásticas, e também baniu várias propagandas de receitas milagrosas ou relacionadas ao “corpo perfeito” para menores de 18.

Em vista dos argumentos fundamentais, podemos ver o quanto como redes socias prejudicam a saúde mental de seus usuários. A melhor maneira é consumir essas redes como o Instagram de forma consciente e responsável, regulamentando o uso dessas meios para crianças. O Ministério da Educação deve fazer um programa de conscientização nas escolas, por meio de palestras que informará os alunos sobre o uso das mídias digitais e alertar sobre seus malefícios, podendo também proibir os celulares no ambiente escolar. Assim, a manipulação de imagens nas redes sociais será minimizada.