A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/04/2021

Redes sociais e seus malefícios à saúde mental

A série Black Mirror, da Netflix, apresenta um episódio intitulado “Queda Livre”, que retrata a história de Lacie. Ela vive em um futuro próximo no qual as pessoas podem se avaliar em até cinco estrelas e, esse julgamento incessante, fazia com que a imagem que se passa nas mídias sociais fosse manipulada a fim de se encaixar nos padrões impostos pela sociedade. Fora a ficção, na contemporaneidade, evidencia-se um cenário semelhante principalmente quando relacionado com a saúde mental.

No entanto, o influente poder social é base para entender como a padronização é relacionada à saúde mental. Segundo Émile Durkheim, é por meio do fato social que se fundamenta as relações entre indivíduo e coletivo, determinadas pela coercitividade, generalidade e exterioridade. Dessa forma, os usuários são limitados a seguir tendências que estão em alta e, se não a seguem, são excluídos dos grupos sociais.

Além disso, essa busca por um ideal inexistente em função das críticas, faz com que as pessoas recorram às máscaras proporcionadas pelo mundo virtual, levando-as a um desgaste emocional desnecessário. Consequentemente, a superficialidade da idealização da imagem passada nas redes sociais oculta os problemas reais.

Portanto, deve-se buscar prevenir os problemas trazidos à saúde mental da população, por isso, cabe ao Ministério da Tecnologia elaborar campanhas que busquem incentivar o fim de um padrão e reforçar a aceitação pessoal e ao Ministério da Educação, que informe às crianças através de palestras em instituições escolares.