A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/04/2021

No livro ‘‘Sociedade do Espetáculo’’ do filósofo Guy Debord, é explicitada sua teoria de que todas as pessoas vivem suas vidas como se fosse uma performance, tentando sempre darem o melhor show uma para as outras e apresentar perfeição. A teoria se comprova correta quando comparado aos altissimos padrões atuais de nossa sociedade. Com a maior exposição trazida pela internet e uma competitividade acirrada, agravada pela globalização, espera-se cada vez maiores, as notas mais altas, os salários maiores, e tudo, no final torna-se inalcançável.

As redes, em sua maioria, possuem filtros que aprimoram as imagens, dando um aspecto de ‘‘perfeição’’. Com efeito, elas acabam sendo responsáveis pela imposição dos padrões de beleza, que por serem utópicos, acabam aumentando a procura por procedimento estéticos.

Por consequência, a frustração de não alcançar a perfeição aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada. Segundo uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health – instituição de saúde pública do Reino Unido -, as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 à 24 anos usuários de redes sociais aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Isso mostra que as redes sociais têm uma forte influência sobre o nosso comportamento.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos negativos na saúde mental dos usuários. A mídia, em parceria com influenciadores digitais, deve promover uma campanha sobre o uso saudável desses aplicativos, por meio de comerciais e posts que mostrem a diferença entre as publicações e a realidade, para esclarecer que nem toda foto condiz com a vida real.