A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 16/04/2021
Em um dos episódios da série “Black Mirror”, é retratada a história de uma jovem que manípula sua imagem na internet em busca de status e aceitação social. Fora da ficção, observa-se atualmente, realidade análoga à abordada na série: Indivíduos modificam suas aparências virtualmente para atingirem padrões de beleza impostos pela sociedade. Dessa forma, deve-se entender como tal problemática contribui para a ocorrência de distúrbios mentais a exemplo da ansiedade e da depressão e como resolvê-la.
Em primeira análise, cabe abordar como a manipulação da imagem na internet cataliza o surgimento de patologias psíquicas como o transtorno de ansiedade. Isso porque, segundo e escritor George Orwell, os meios controlam as massas. Tal perspectiva, verifica-se acertiva atualmente: a padronização de beleza pela sociedade induz muitos indíviduos a modificarem suas imagens na internet para atingir esteriótipos de aparência. Como consequência, os internautas são dominados pela rede, como previsto por Orwell, e entram em uma busca árdua para alcançar o padrão de aparência modificado virtualmente, o que leva muitos indíviduos a desenvolverem a ansiedade e insegurança por não conseguirem adequar-se a imagem virtual que criam e divulgam de si.
Ademais, outro malefício mental provocado pela manipulação da imagem nas redes sociais é a depressão. Nesse sentido, o conto “O Espelho” retrata a história de um jovem que, após muito tempo buscando atingir os padrões de beleza que lhe foram impostos, desenvolve uma profunda tristeza por não reconhecer mais sua própria identidade. Paralelamente, a realidade imita a literatura: o surgimento de filtros e editores que definem caracteristícas esteriotipadas de aparência condicona os indíviduos a alterarem suas imagens até perderem sua verdadeira identidade. Em decorrência disso, muitos internautas vivenciam crises existenciais e angústias devido a falta de reconhecimento de si mesmo, o que pode levar os usuários da rede a quadros severos de depressão e outros transtornos mentais.
Fica claro, portanto, a necessidade de um debate a nível internacional sobre o tema. No Brasil, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as grandes mídias desenvolver soluções para a problemática. Para isso, o treinamento de profissionais que ministrem nas escolas, palestras com a temática dos perigos da manipulação virtual da imagem e da importãncia da autoaceitação, de modo a desconstruir, desde a infância, os esteriótipos sociais de beleza é fundamental. Além disso, a divulgação de filmes, novelas e propagandas que valorizemos diferentes tipos de corpos e beleza é indispensável. Somente assim, a massa não será mais controlada pelos meios, como previsto por Orwell e o Brasil tornar-se há um país mentalmente ssudável, onde realidades como a de “Black Mirror” fiquem apenas na ficção.