A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 17/04/2021
O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, retrata em sua obra “modernidade liquída” a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira em que as pessoas transformaram em seu estilo de vida. De maneira análoga a isso, a manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental é relacionada a realidade atual em como as pessoas modificam a sua vida por meio das redes sociais, coloando-a mais próxima da perfeição o possível. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a manipulação de imagem nas redes sociais e a idealização da vida perfeita.
Em primeiro plano, podemos destacar a manipulação de imagens nas redes sociais, tendo em destaque filtros que modificam a face simulando cirurgias plásticas ou outros procedimentos estéticos e o uso de photoshop em suas fotos, influênciando pessoas a adquirirem insatisfação e complexos com rostos e corpos, gerando comparações impactando diretamente na saúde mental dos indivíduos. De acordo com a pesquisa realizada na Morlin Futur em 2016, adolescentes que passam 10 horas semanais na internet, tem 27% de risco de ter depressão. Dessa forma, fica claro o efeito das redes sociais da saúde mental dos jovens.
Além disso, é notório a idealização da vida perfeita que a mídia e influencers digitais impõe na internet, de forma a mostrar suas vidas, carreiras, relacionamentos e amigos perfeitos diante dos espectadores, causando sentimento de insuficiência e comparações a uma realidade não vivida por muitos, contribuindo para que as redes sociais sejam usadas de modo superficial pelo usuários, compartilhando momentos e realidades falsas. Segundo o autor e sociólogo Jean Baudrillard, retrata em sua obra “smulacro"a ideia de uma representação de uma realidade mais interessante, do que a verdadeira. Sendo assim, as pessoas mascara sua verídica vivência, por uma outra de mais prestígio.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar a manipulação de imagem nas redes sociais e seus maléficios a saúde mental. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as mídias digitais, fazer debates e palestras, por meio de investimentos e concientização sobre a idelização da vida perfeita, afim de alcançar maior número possível de pessoas a diminuírem a falsa propagação de vidas, corpos e rostos na internet. Somente assim, será possivel resolver essas transformações negativas no estilo de vida das pessoas, já existente na obra " modernidade líquida”.