A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 20/04/2021
No filme Sierra Burges is a loser, da Netflix, a personagem principal não se acha bonita, o que afeta muito sua autoestima e saúde mental. Apesar de se tratar de uma produção ficcional, é fato que inúmeras pessoas compartilham do mesmo sentimento que a protagonista, o que faz com que elas recorram ao uso de filtros e edição de foto para manipular sua própria imagem. Visto isso, torna-se possível observar que o fenômeno é causado pela vontade da população de mostrar sempre seu melhor e pela lacuna educacional a respeito dessa pauta.
Primeiramente, é notável a busca dos cidadãos pela perfeição. Isso porque, segundo Guy Debord em seu livro “A Sociedade do Espetáculo”, todas as pessoas agem como se estivessem apresentando um show às demais, tentando sempre mostrar o melhor lado de si. Dessa forma, os usuários de redes sociais, tais como Instagram e Facebook, se sentem pressionados a exibirem a perfeição, mesmo que seja por meio da manipulação de fotos.
Ademais, observa-se, por parte da sociedade brasileira, a falta de conhecimento sobre saúde mental. Dessa maneira, a tendência é que os jovens tratem edições de foto que deformam seus próprios rostos com naturalidade, não visando a boa autoestima. Prova disso é que, de acordo com o filósofo prussiano Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, reforçando a importância da educação nesse setor.
Portanto, é clara a necessidade de que medidas sejam tomadas a fim de minimizar o impasse. Logo, é deve do Ministério da Educação propor, por meio de investimentos, aulas obrigatórias de educação emocional em todas as escolas públicas, essas deverão ser ministradas por psicólogos, mantendo o foco na autoestima e ensinando o aluno como não ser influenciado por essa busca à perfeição. Com isso, os estudantes terão, desde cedo, uma boa autoestima, o que fará com que não utilizem filtros a fim de “mascarar” a si mesmos. Só assim, a teoria de “A Soceidade do Espetáculo” proposta de Guy Debord será, finalmente, inaplicável.