A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/05/2021
“Facebook”, “Instagram”, “Twitter” e “Snapchat”, todas redes sociais que, em tese, deveriam aproximar as pessoas e estreitar suas relações em um ambiente saudável e propício. Na realidade, constituiram-se relações abusivas entre a saúde psicológica dos usuários e os hábitos danosos do mau uso dos recursos. Portanto, deve-se analisar as causas dos danos ao bem-estar mental e seus efeitos sobre os indivíduos que recorrem ao mundo tecnológico.
Em uma primeira análise, deve-se considerar os fatores que promovem o desenvolvimento da manipulação de imagens nas redes, ou seja, a idealização do corpo perfeito, do rosto harmônico e do cenário vislumbrante, decorrente da influência midiática, a qual ensina que para ser bonito(a), precisa-se, necessariamente, promover alterações no próprio corpo. Outro fator, é a alienação, que retira os jovens, principalmente, do mundo real e concreto, encaminhando-os para um meio mais fluido, assim como defendia Zygmunt Bauman, na teoria da “Modernidade líquida”.
Desta forma, os efeitos sobre os usuários de redes digitais são muitos e, aparentemente, perenes. Os púberes, principais alvos, estão expostos a desenvolverem sérios problemas mentais decorrentes de frustrações com a imagem que passam para a mídia como depressão e ansiedade. Outrossim, constituem relações “líquidas” e enfraquecidas, tornando, mais uma vez, o indivíduo vítima de sua própria exposição, além de tornar as pessoas mais “famintas” por fama, bela imagem e status, isto é, sinônimos de redes sociais.
Sendo assim, é premente que haja intervenção precisa do Estado para frear o desenvolvimento da problemática. Ao Ministério da Educação, cabe a criação de uma campanha nas escolas brasileiras, que trate sobre os malefícios de hábitos comuns entre jovens, através de palestras e aulas com profissionais especializados, com o objetivo de impedir mais vítimas do consumo desenfreado das redes sociais. Somente assim, pode-se permitir que o Facebook, por exemplo, cumpra suas funções de interação.