A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 11/05/2021

Analisando o cenário mundial atual, observa-se o grande uso de aplicativos para modificar o rosto, o corpo e até o local onde uma foto foi tirada. De fato, a manipulação da imagem na internet gera problemas na saúde mental, como autoestima baixa e depressão, por conta das pessoas não atingirem o padrão das fotos. Isso se deve pelo uso intenso de aplicativos e filtros, e pela exposição nas redes sociais, mostrando uma vida perfeita e luxuosa, aparentemente sem desafios.

Em primeiro lugar, vale analisar os avanços já feitos em relação ao tema, a rede social Instagram, proibiu em 2019 todos os filtros que imitavam cirurgias plásticas e pessoas com menos de dezoito anos não podem ter acesso a publicações sobre cirurgias estéticas e uso de produtos para emagrecer. Desse modo, sabe-se que já há formas para diminuir esse culto ao padrão de vida e beleza perfeito imposto pela sociedade.

Contudo, ainda há muitos desafios a serem resolvidos, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, aumentou em 50% a procura por cirurgias estéticas no início de 2021, ou seja, mesmo com medidas para diminuir esse padrão imposto, os números só aumentam. Observa-se também o grande uso do aplicativo Facetune, que permite mudar qualquer parte do rosto e do corpo, segundo a Google play mais de 50 milhões de pessoas em todo mundo já usaram a ferramenta.

Logo,  conclui-se que esse cenário não deve perdurar. Dessa forma, as redes sociais juntamente com aplicativos de edição de foto, por meio de campanhas e anúncios, devem mostrar os riscos de realizar cirurgias estéticas e enaltecer todos os tipos de beleza, é também necessário, a criação de uma ferramenta que avise quando a publicação possui algum tipo de manipulação, desse jeito os usuários não irão achar que todo conteúdo consumido é real e apenas ele está fora do padrão. Assim, todos criarão consciência e será mas fácil ter uma boa autoestima, além de diminuir o uso dos aplicativos.