A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/05/2021
Segundo o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman: “as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Em outras palavras, mesmo possuindo suas vantagens, elas podem ser usadas para mostrar um estilo de vida e aparência errônea. É de conhecimento público que mídias sociais são manipuladas, mas isso deve ser controlado, uma vez que afetam a autoestima dos jovens, causando transtornos de imagem. Além disso, esses padrões irreais causados pela internet são os responsáveis pelo incentivo de procedimentos estéticos arriscados.
De início, é importante ressaltar que, segundo o Jornal “O Globo”, a procura por cirurgias plásticas, entre jovens menores de 30 anos, aumentou nos últimos anos por conta das redes sociais. Logo, pode-se concluir que a internet é fundamental para a criação de padrões irreais de corpo, fazendo com que os adolescentes queiram mudar suas aparências, incentivando a realização de procedimentos desnecessários e, muitas vezes, perigosos.
Simultaneamente, elas são causadoras de problemas de autoestima e transtornos de imagem, como bulimia e anorexia, uma vez que os jovens pensam que não se encaixam nos padrões de beleza mostrados pela internet. Para ilustrar, é possível observar o filme da Netflix “O mínimo para viver”, em que conta a história de uma jovem que luta contra a anorexia, tentando apenas sobreviver com o transtorno.
Assim sendo, não resta dúvida de que as redes sociais são fundamentais para a criação de realidades enganosas, que podem fazer mal para a saúde mental dos jovens e, por isso, deve ser controlada para que não se torne algo problemático. Assim, como primeira solução, cabe à mídia restringir a propagação de padrões de vida irreais nas plataformas virtuais, para assim diminuir o desenvolvimento de problemas de autoestima e transtornos de imagem em adolescentes. Outrossim, cabe à rede escolar manter os jovens adultos informados da problemática desses transtornos e, em conjunto, dos riscos que procedimentos estéticos podem ter, com o intuito de reduzir as taxas de cirurgias em pessoas menores de 30 anos que, infelizmente, aumentaram com o uso de redes sociais.