A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 19/05/2021
A boneca “Barbie”, desde a sua criação, apresentou padrões de estética inalcançavéis, representando entre crianças e jovens, um exemplo de influência de imagem. De forma análoga, as redes sociais representam um papel de manipulação de modelos de beleza, com seus efeitos que modificam a aparência e os conteúdos compartilhados por “influencers” digitais, nas quais prejudicam diretamente o bem estar dos usuários quanto a reflexão da sua própria aparência e sua saúde mental e fisíca. Logo, é necessário medidas para o controle dessa influência negativa.
Diante desse pressuposto, um usuário de redes e mídias sociais podem utilizar dos padrões de beleza como um problema a ser resolvido, colocando sua saúde em risco, na intenção de chegar próximo dessa imagem padrão. Nesse contexto, a série “Insatiable” conta a história de uma garota que sofria bullying até emagrecer, passando a ter uma busca contínua pelo corpo ideal. Desse modo, a série representa a alienação da sociedade de uma padronização corporal, principalmente de forma não convencional, com uso de fórmulas não saudáveis para emagrecer, a ausência de alimentação regulada, bulemia e até ocorrência de cirurgias, prejudicando o equilíbrio emocional e corporal do indivíduo.
Outrossim, medidas para alcançar o corpo padronizado podem ser de extremo risco à saúde dos indivíduos. Nesse viés, uma modelo chamada Mayara Silva, após ter escolhido uma técnica estética para ostentar um corpo bonito, faleceu em 2018. Dessa forma, pessoas como Mayara, mesmo jovens e saudáveis, se sujeitam a ações inconsequentes para adquirir um corpo idealizado, trazendo riscos à sua saúde fisíca e mental. Em vista disso, por essas buscas serem acompanhadas de metódos não saudáveis, conduzem problemas corporais, como, a fraqueza no corpo, anemia, e também, complicações emocionais como depressão, ansiedade, compulsão alimentar, entre outros.
Assim, é notório a manipulação nas redes sociais e seus maléficios à saúde mental. Diante disso, é dever dos orgãos midíaticos criarem projetos que viabilizem a realidade dos famosos influenciadores e investir em pessoas fora desse padrão de beleza para trabalhar com as redes sociais, através de recrutamento desses indivíduos com sua diversidade, principalmente aqueles que sofrem seus preconceitos, trazendo sua rotina não idealizada, incentivando o bom convívio dos usuários consigo mesmo, a fim de uma redução de riscos ao bem estar das pessoas e da padronização de indivíduos não reais com belezas inalcançavéis.