A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 23/05/2021

Atualmente, as atividades em redes sociais vêm aumentando consideravelmente. Neste contexto, é comum ver publicações e as chamadas “stories”, que visam a beleza a partir da utilização de filtros faciais. Tais filtros, por um lado, permitem manipular imagens, tornando-as próximas de padrões de beleza. Entretanto, podem ser responsáveis por gerar malefícios à saúde mental dos que a utilizam. Desse modo, faz-se importante o debate sobre o tema.

Sabe-se que os filtros faciais de aplicativos de redes sociais, como Instagram e Snapchat, são recursos cativantes que permitem experimentar variáveis das próprias pessoas. Com a possibilidade de produzir ajustes automáticos, escolher modelos de beleza, assim como variantes do tipo de cirurgia plástica, os filtros tornam-se ferramentas lúdicas e infiéis à realidade. Sendo assim, geram superestimação da imagem pública e reprovação à imagem real, suscitando em uma síndrome de decepção constante.

Ademais, reavaliados as políticas vigentes os filtros criam e expõem rígidos padrões de beleza. Tal fato é evidenciado com filtros como “Fix Me” e “Plastic”, que impunham versões de manipulação que visavam o emagrecimento e o branqueamento da pele, fato que reforça a delimitação do que se diga a modelos de beleza. Além disso, o uso de recursos que alteram e modificam a estrutura do rosto é muito utilizado, atualmente, em propagandas para a venda de produtos, com o intuito de persuadir o público a comprar determinado produto a partir do uso de imagens alteradas com os filtros.

Tendo isso em vista, medidas interventivas devem ser tomadas a fim de proteger a saúde mental dos usuários de filtros. Nesse sentido, cabe mencionar a extinção gradativa de filtros de cirurgia plástica, por parte de aplicativos como Instagram e Snapchat, que dispõem, constantemente, do uso de tais filtros e recursos modificadores. Só assim, a manipulação de imagens reduzirá e menos malefícios serão desencadeados à população usuária de redes sociais.