A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/05/2021
Ao refletir acerca da manipulação de imagem nas redes sociais, são evidentes seus malefícios à saúde mental. No Brasil, o principal meio de distorção de imagem é o Instagram, que, de acordo com o repórter da We Are Social, é a quarta rede social mais usada no país, com 95 milhões de usuários. Dessa forma, o mesmo se tornou um meio de publicidade, onde milhares de influenciadores divulgam a imagem “de vida perfeita”, causando insatisfação e infelicidade em seus milhões de seguidores, afetando gradativamente a saúde mental dos mesmos. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse impasse.
Em primeira análise, é correto enfatizar que a vida exibida nas redes sociais é completamente diferente da realidade vivida. Além disso, outros fatores prejudiciais são a distorção de imagens através de filtros com harmonização facial e a manipulação de fotos onde são usados aplicativos para diminuir a barriga, aumentar os seios e assim por diante. De acordo com o site correio braziliense, uma pesquisa feita pela universidade de Warwick mostra que apenas 60% das imagens manipuladas são descobertas pelos seus observadores. Em resumo, nota-se que a distorção e manipulação de imagem causa grande insatisfação no corpo de terceiros, que se sentem insuficientes ao ver a “perfeição” diante da “internet”, tornando as redes sociais um grande malefício para a saúde mental.
Outrossim, de acordo com Zygmunt Bauman: “as redes sociais são uma armadilha”. Dessa forma, podemos concluir, que, muito do que é visto na “internet” é contingente, e pode claramente afetar os ideais de muitos usuários, colocando em risco também a saúde mental dos mesmos, ocasionando um índice elevado de depressão e ansiedade.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater essa mazela. Para tanto, cabe aos pais regularem o tempo que seus filhos passam na “internet”, com o objetivo de minimizar o impacto do uso das redes sociais, diminuindo as hipóteses de se sentirem infelizes diante da “realidade” de outra pessoa. Ademais, cabe aos influenciadores e marcas, mostrarem algo real e concreto, visando diminuir a idealização de “perfeição”. Essa proposta tem como objetivo amenizar a insatisfação e a piora na saúde mental dos usuários de redes sociais.