A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 27/05/2021
Ao longo dos séculos, a idealização de um corpo se transformou de um mecanismo de reprodução para um estereótipo estético. A externalidade, teorizada por Émile Durkheim, demonstra seu papel na determinação desses padrões. Além disso, o crescente contato com as redes sociais mostra que a busca da “perfeição” através de retoques da própria imagem pode gerar malefícios físicos e mentais.
Uma das esculturas mais antigas encontradas pelo homem é a Vênus de Willendorf, datada do período Paleolítico. Suas formas são acentuadas pela representação de um busto avantajado, símbolo de fertilidade para a geração de descendentes fortes. Por outro lado, na sociedade moderna, a imagem do corpo passou a abranger um ideal mais próximo do estético, sem o prático da reprodução.
A partir do avanço das redes de comunicação, a exposição e o alcance da influência da vida de outras pessoas tornaram-se fatores para a coerção social, exemplificada por Durkheim. No filme “O extraordinário”, a personagem principal se vê constantemente fora dos padrões, uma vez que a sociedade centraliza a aparência física para a aceitação.
Sendo assim, há uma intensa procura de maneiras para atingir o “ideal” retratado pelas pessoas na internet – que nem sempre representa a realidade – fazendo gerar um sentimento de insatisfação pessoal, que pode se agravar para doenças como ansiedade e depressão.
Desta maneira, o Ministério da Comunicação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, deve promover medidas de conscientização através das redes sociais e da participação dos psicólogos, alertando sobre a distância entre a internet e o real. Logo, a externalidade citada por Émile terá menor influência na autoaceitação dos indivíduos do corpo social.