A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/05/2021

Ao longo dos séculos, a idealização de um corpo se transformou de um mecanismo de reprodução para um estereótipo estético. A externalidade, teorizada por Émile Durkheim, demonstra seu papel na determinação desses padrões. Além disso, o crescente contato com as redes sociais mostra que a busca da “perfeição” através de retoques da própria imagem pode gerar malefícios físicos e mentais.

Uma das esculturas mais antigas encontradas pelo homem é a Vênus de Willendorf, datada do período Paleolítico. Suas formas são acentuadas pela representação de um busto avantajado, símbolo de fertilidade para a geração de descendentes fortes. Por outro lado, na sociedade moderna, a imagem do corpo passou por um processo de ressignificação, passando a abranger um ideal puramente estético e cada vez mais difícil de ser atingido.

Sob esse viés, a partir do avanço das redes de comunicação, a exposição e o alcance da influência da vida de outras pessoas tornaram-se fatores para a coerção social, exemplificada por Durkheim. Há, cada vez mais, a alienação e o anseio em fazer parte de algo que não necessariamente se identifica, para ser acolhido pelo corpo social.

Diante disso, no filme “Extraordinário”, a personagem principal apresenta uma deformidade facial e se vê constantemente fora dos padrões, uma vez que a sociedade centraliza a aparência física para a aceitação. Sendo assim, há uma intensa procura de maneiras para atingir o “ideal” retratado pelas pessoas na internet – que nem sempre representa a realidade.

Desta maneira, o Ministério da Comunicação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, deve promover medidas de conscientização, através das redes sociais e da participação dos psicólogos, alertando sobre a distância entre a internet e o real. Logo, a externalidade citada por Émile terá menor influência na autoaceitação dos indivíduos do corpo social.