A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/06/2021

Em 2011 foi criada a rede social “Snapchat”, houveram muitas atualizações e surgiram alguns filtros  similares as cirurgias plásticas e com maquiagens que modificam a cara dos usuários, transformando em um rosto mais proporcional e sem marcas de expressão. Ao longo do tempo, tais filtros foram se popularizando em outras mídias, e tornando-se parte do dia a dia das pessoas, fato que contribui para a manipulação da imagem dos próprios usuários. Dessarte, urge a adoção de estratégias para reverter esse panorama.

Nesse contexto, a falta de discernimento por parte daqueles que utilizam tais ferramentas é um fator que contribui para a perpetuação do problema. Na série “Anne with and e”, Anne é uma adolescente que apesar da pouca idade incentiva os demais a se amarem da melhor forma possível, aceitando-se do jeito que são. Em contrapartida, a trama, esse cenário não ocorre nas mídias digitais, pois através das ferramentas citadas anteriormente, os indivíduos escondem-se atrás de filtros, o que colabora para a falta de autoestima dos usuários. Dessa forma, a escassez de senso crítico por meio das pessoas que não sabem dosar entre o real e o digital torna a problemática ainda mais ampla.

Ademais, é imprescindível verificar a alienação como um entrave para a resolução da manipulação de imagens nas redes sociais. Segundo o filósofo Zigmunt Bauman, a modernidade está se tornando líquida e extremamente concentrada em aparências. Sob essa ótica, esse cenário assemelha-se ao contexto digital atual, uma vez que a boa aparência é algo extremamente procurado , e a alienação nas redes sociais impulsiona as pessoas a buscarem a perfeição física, o que pode causar problemas como ansiedade, que é muito recorrente nos jovens atualmente. Desse modo, torna-se clara a necessidade da intervenção das autoridades para reverter esse quadro hediondo.

Em suma, atitudes para a reversão do entrave supracitado são necessárias. Para tanto, urge que as mídias de grande acesso em parceria com o Ministério da educação, órgão responsável pela educação dos brasileiros, organizem projetos voltados para os alunos, por meio de palestras que devem alcançar o maior número de público possível, por isso devem dar divulgadas nas redes sociais, com o intuito de fazer com que os jovens possuam discernimento para saber dosar  sua imagem nas redes sociais, nesses progamas devem trabalhar sobre autoestima e comparação. Assim, esse problema não será mais recorrente no Brasil.