A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 08/06/2021
Segundo Platão, “O corpo é a prisão da alma”. Na conjuntura social hodierna, em que a internet fomenta o culto ao corpo, os problemas subentendidos do postulado do filósofo grego trazem consigo consequências imensuráveis que se apresentam nos problemas psicológicos advindos da manipulação da imagem nas redes sociais. Logo, por se tratar de um problema latente na sociedade, é necessário que haja um amplo debate sobre o assunto.
A priori, o uso de tecnologias de embelezamento virtual pode ocasionar problemas de ordem psíquica, principalmente nos mais jovens. Semelhante ao descrito na música “Brigitte Bardot” de Tom Zé, na qual a atriz francesa encara o fato de que estava envelhecendo, isso ocorre porque estes filtros propõem um ideal irreal de beleza. Esta proposição desencoraja o processo de autoaceitação em prol de um insustentável afã pela concretização da imagem construída pelo computador, causando uma dependência do usuário para com a sua suposta mais bela versão.
Em segundo plano, a problemática abrange os conceitos de valor de culto e aura de modo disruptivo ao proposto primeiramente pelo filósofo Walter Benjamin no contexto do início do século XX. Na pós-modernidade, a popularização dos meios para performar a reprodutibilidade técnica atrelada ao desejo exibicionista inerente a humanidade resultou numa série de mecanismos de alienação do indivíduo, tendo em vista que ele produz e busca a beleza tendo em vista a aceitação social, em detrimento de qualquer satisfação pessoal.
Destarte, esta questão traz à tona inúmeros reveses nas suas múltiplas facetas. Logo, cabe ao Governo Federal com apoio do MEC e do Ministério da Saúde a promoção de projetos de conscientização acerca do tema por meio de palestras e propaganda na rede de rádio e televisão e na internet, onde a problemática é presente. Neste ínterim, busca-se mitigar os males inerentes ao óbice descritos, pela primeira vez, pelo pensador Platão.