A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/06/2021

O cenário do mito da beleza do século XXI pode ser representado pelo filme “Anorexia - A ilusão da Beleza”, onde a personagem Hannah integra-se a um site chamado Thinspiration, essa rede incentiva a magreza excessiva e estruturas corporais irreais e por conta disso a protagonista adquire problemas como anorexia, mas após investigações realizadas descobre-se que as outras pessoas desse site eram apenas manipuladores, demonstrando como a autoridade do meio digital pode ser prejudicial. Dessa forma, o filme citado torna-se verossímil a situação atual da coletividade, onde as redes sociais entregam imagens de estética totalmente inatingíveis e tentam vender um estilo de vida saudável, mas que na prática são inviáveis, perpetuando a distorção dos físicos reais e intensificando os transtornos psicológicos e alimentares vinculados aos modelos inalcançaveis.

Outrossim, tem se tornado extremanente comum jovens menores de idade realizarem diversos procedimentos estéticos para atingir o biotipo ideal que é proposto pela mídia, tal imagem mostrada por aplicativos como Instagram representam corpos fictícios e ilusórios, mas que se tornam grandes gatilhos mentais para os adolescentes que acabam por realizar operções plásticas e outras intervenções. Segundo dados de pesquisas realizadas pelo IBGE em 2015, 45% das mulheres de 16 a 24 anos possuem o intenso desejo de modificar seus corpos através de operações. Assim, o Brasil se torna o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, representando as consequências do bombardeio midiático da vida “perfeita”.

Ademais, toda a manipulação da realidade que é proposta pelas redes sociais representam grande ameaça ao bem-estar físico e mental de toda a comunidade. Porém, mesmo com o conhecimentos dos indivíduos a respeito de todas as consequências negativas do espaço digital ainda existe o desenvolvimento do consumo de conteúdos eletrônicoa. Essa ações de perpetuamento da utilização das mídias representam o fenômeno do simulacro, descrito por Jeans Baudrillard, onde a representação da realidade sentida pela comunidade é mais agradável do que a verdadeira vivência da população.

Destarte, é mister que todas as mídias do meio técnológico tomem providências para amenizar o quadro atual. Em prol da coletividade mundial, urge a necessidade da criação e promoção de campanhas influenciadoras que estimulem a valorização dos biotipos que são verdadeiramente condizentes com a realidade, disseminando a importância dos diferentes estilos de vida sem distorcer a vida concreta, valorizando o que é real e reduzindo a manipulação de imagens. Somente através da representatividade de todos os tipos de físicos. será possível reduzir a crescente taxa de distúrbios mentais relacionados aos padrões inacessíveis.