A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 10/06/2021

A era da internet trouxe consigo muitas novidades e dinâmicas nunca vividas por nenhuma população, dessa forma, alguns problemas inéditos passaram a existir. Dentre essas problemáticas, é possível citar a manipulação da imagem dos usuários de redes sociais, situação que, a longo prazo, consolidou muitos prejuízos para a sociedade. A desinstalação do indivíduo da realidade e o avanço de distúrbios de imagem e alimentares são duas das principais consequências desse processo .

Cabe destacar, em primeiro lugar, que, fugir da realidade é um grande paralisante na visão psicológica. Segundo o psiquiatra Italo Marsili, se desinstalar da realidade e buscar um mundo ideal é algo extremamente prejucial e pode levar o indivíduo a um quadro de estagnação diante da vida. Nesse sentido, ao buscar a manipulação de sua própria imagem em redes sociais pode gerar uma grande dificuldade de encarar os problemas reais, além de muitos problemas psicológicos decorrentes dessa insegurança.

Ademais, a presença de distúrbios de imagem e alimentares têm grande impacto nos jovens, mas se agravam com a edição de imagens que se tornam extremamente estereotipadas. O filme “O mínimo para viver”, mostra a realidade de jovens que precisam ser internadas para superar o Transtorno Dismórfico Corporal (TCD) principalmente decorrente do uso incorreto de redes sociais. Em virtude dessas doenças, muitos jovens também caem na depressão e uma infelicidade profunda que pode levar até ao suicídio.

Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, criar um programa de apoio psicológico para auxiliar pessoas que sofrem com as consequências da manipulação da imagem. Os atendimentos podem ser realizados através do SUS e englobar as modalidades online e presencial para ampliar o alcance de pessoas que necessitam de auxílio médico. Com isso, objetiva-se auxuliar indivíduos psicologicamente fragilizados pelas redes.