A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/06/2021
A internet e as redes sociais possuem um impacto muito maior do que se é possível ver sobre a mente de jovens e adolescentes da geração atual. A manipulação da imagem nas redes sociais e seus malefícios afetam diretamente pessoas com 11 a 27 anos com uma facilidade absurda. Segundo a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas), o número de procedimentos estéticos entre jovens de 13 a 18 anos aumentou 141% nos últimos dez anos. Ademais, estudos mostram que as redes sociais influenciam sintomas de depressão e ansiedade.
Primeiramente, é importante destacar o fato de que as tendências atuais são ditadas pela internet, esta é controlada pelo algoritmo das redes sociais. Para a distribuição das publicações entre os usuários de determinada rede é levado em conta a quantidade de curtidas, compartilhamentos e outros fatores que o algoritmo acaba processando. Acontece que, em meio a esse “procedimento”, foi ordenado, pelas redes sociais, o padrão de beleza da geração jovem atual, que por questão de filtros, máscaras e a manipulação da imagem no geral, é um parâmetro impossível de ser atingido. O documentário “O dilema das redes”, produzido pela Netflix, mostra explicitamente a situação retratada anteriormente e, além disso, exemplifica a forma de como um adolescente ao ver o padrão de beleza é influênciado a ser encaixar neste, podendo levar a situações como ansiedade e depressão.
Bem como é retratado no livro “A Playlist da Minha Vida”, no início, a protagonista para se encaixar nos padrões de um “adolescente normal”, incluindo estilo e aparência, muda completamente sua personalidade para ser aceita pelos colegas de sala. Por conta dessa mudança e dessa autocobrança ela acaba por desenvolver depressão, inclusive ela até tenta suicídio. Assim como a protagonista, inúmeros adolescentes também passam por essa situação nos dias de hoje; segundo uma pesquisa, 70% dos jovens que usam o Instagram afirmaram que o aplicativo diminui muito a autoestima destes. Outrossim, não se trata apenas de aparência que acaba sendo diretamente atingida pelas redes sociais, mas até mesmo o modo de falar, gírias, personalidades variadas entre outros pontos como as próprias emoções, quanto mais tempo é passado no celular menor é a produção de seratonina, que “trabalha’ diretamente com o estress, a ansiedade, bem-estar psicológico e sintomas depressivos.
Diante das análises feitas acima, pode-se conluir que uma possível alternativa para uma solução é a concientização, promivida esta tanto pela família quanto pelas escolas e colégios, por meio de palestras, aulas especiais que possuem como objetivo “acordar” essa geração de jovens sobre o perigo da influência pelas redes sociais, mostrando que o que é visto não tem que ser vivido, mas sim deve-se presar para o bem-estar físico e emocional.