A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 15/06/2021

O mito da caverna de Platão descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, podemos encontrar uma realidade que condiz com essa problemática no que diz respeito a manipulação das imagens nas redes sociais e os malefícios que podem causar a saúde mental. Nessa perspectiva, o medo em relação a opinião da sociedade sobre sua imagem tem afetado a saúde mental desenvolvendo uma obsessão pela imagem perfeita.

A priori, a sociedade sempre foi uma propagadora de padrões, na contemporaneidade, esses padrões devem estar presentes nas imagens que são publicadas nas redes sociais. Acerca disso, essas redes possuem filtros que melhoram a aparência física, trazendo um aspecto de ‘’perfeição’’, porém, na realidade essa ilusão digital gera frustração para a os usuários aumentando o numero de pessoas com a saúde mental abalada. Assim os usuários dos meios digitais para garantirem os conceitos de beleza impostos pela sociedade, manipulam suas publicações.

Outrossim, observa-se a popularização de procedimentos cirúrgicos que alteram a aparência física das pessoas. De acordo com o levantamento da Sociedade internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2018 foram realizadas no Brasil 1.498.327 cirurgias estéticas, o país lidera atualmente o todo da lista de países que mais realizam procedimentos estéticos, atrás vem Estados Unidos, Alemanha e Itália. Dessa forma, é possível observar a importância que a imagem física tem para os brasileiros e a que ponto uma pessoa vai para se encaixar nesses parâmetros.

Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para findar os efeitos causados pela manipulação de imagens nas redes sociais. Primeiro, é preciso que a mídia, terceiro setor de influência, promova campanhas publicitária nos canais digitais desconstruindo o conceito de imagem perfeita, para que mais pessoas intendam que não existe um padrão de perfeição e que não há necessidade de manipular sua imagem para se encaixar. Segundo, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CRM) formular cartilhas de orientação para a população que deseja fazer uma cirurgia estética, visando a reflexão do motivo de se fazer esse procedimento. Por conseguinte, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto que a manipulação de imagens nas redes sociais gera.