A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 21/10/2021
Segundo o filósofo Confúcio: “Uma imagem vale mais que mil palavras”, no mundo digital as figuras têm valorizado cada vez mais. A fim de transmitir uma visão idealizada, as pessoas manipulam suas fotos e vídeos, para corrigirem as características que as incomodam. Porém, os filtros adicionados geram uma imagem falsa, tanto para quem as colocam quanto para quem as visualizam. Ademais, esses ilusionismos prejudicam os homens e mulheres a se aceitarem, dificultando as suas exposições e sentirem-se envergonhados com suas aparências reais, e a entederam as modifcações fisicas que passam, gerando conflitos internos a respeito do corpo do passado com o do presente.
Primeiramente, a sociedade sempre valorizou o corpo, por exemplo, ao vanglorizar os músuclos nos homens ou as cinturas finas nas mulheres. Por outro lado, os aplicativos de smartphones permitiram que muitas pessoas possam atingir, de forma artifical, as siluetas ditas ideais, para serem socialmente aceitas e elogiadas em um mundo digital. Porém, essa imagem feita por bits não condiz com a do espelho, levando o indivíduo a não se aceitar, acreditando que os filtros são as únicas formas de adquirir a aprovação de terceiros, o que contribui para conflitos internos, entre o ser real e o idealizado. De forma análoga, o filme “Shrek 2” demonstra como o ilusionismo do corpo gera conflitos internos, o ogro Shrek utiliza da fetiçaria, equivalente as manipulações das imagens presentes nos dias atuais, afim de ter uma aparência humana e ser aceito na realeza, correspondente as redes sociais, porem torna-se infeliz, visto que ele vive uma ilusão, como aqueles que usam filtros nas fotos.
Além disso, os filtros para retirarem as rugas das imagens que serão publicadas nas redes sociais prejudicam a comprensão das mudaças que o tempo causa, como dito na música “Não Vou Me Adaptar” da banda Titãs: “Eu não tenho mais a cara que eu tinha/No espelho essa cara já não é minha.”, contribuindo para gerontofobia, o medo da velhice. Dessa forma, o indivíduo não consegue a aceitar o novo corpo e suas limitações, gerrando um conflito interno e o dificultando a aproveitar o presente, focando-se apenas no mundo virtual, onde ele têm o corpo e o rosto que deseja.
Em suma, as manipulações das imagens nas redes sociais prejudicam as pessoas a se aceitarem, contribuindo para o aumento de quadros depressivos. A fim de evitar isso é necessário uma atuação em conjunto dos Ministérios da Saúde e Educação, por meio de propagandas nas redes sociais, escola e universidade, para guiarem as pessoas a se assumirem, e usarem os filtros de formas concientes. Para que atingem os objetivos, é necessário a atuação de psicólogos no ensino básico e superior, locais em que estão o maior público das mídias digitais, e a divulgação de post nas redes que utilizam filtros para concientizar a importância do amor próprio e a valorização do mundo real.