A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/06/2021

A obra, O mito da caverna, de Platão, relata um cenário em que as pessoas se situavam em uma zona de conforto, e se negavam a enxergar a verdade em razão do costume e conforto já obtido. A ideia que o autor quer transmitir, é o medo que os indivíduos desenvolvem de encararem a realidade, e esse comportamento pode ser observado, principalmente, quando se analisa as redes sociais, em que muito ocorre a manipulação de imagens de pessoas ou lugares,  isto é, conteúdos na internet são modificados para criar uma falsa realidade, que atingem o interlocutor, e que tem como resultado o abalo na saúde mental de pessoas que entram nesse ambiente digital ilusionista, idealizando um padrão de perfeição inatingível, resultado de filtros e edições, que invadem a mente do indivíduo como ideal e verdadeiro.

Em primeiro plano, observa-se nas redes sociais, homens e mulheres que publicam fotos, muitas vezes com alterações por aplicativos, e por refletirem a imagem de um corpo ou um rosto dentro dos padrões de beleza, eles ditam a idealização da aparência física na mente do público. O eurocentrismo é o termo para designar a centralidade e a superioridade da Europa, quando comparada com outros lugares, segundo os dogmas desse sistema ideológico, para ser considerada estéticamente bonita, uma pessoa necessita ser branca, com feições afiladas, cabelo liso, e outras características que remetem ao padrão europeu, muito encontrado na internet. A partir das imposições estéticas europeias, verifica-se a persistência dessa idealização nas sociedades em todo o mundo, em que as pessoas sempre buscam se parecer com essa imagem, e isso gera a exclusão dos que não se encaixam no padrão.

Além disso, ainda há aquelas pessoas que desenvolvem distúrbios mentais na busca pela padronização, o livro de Augusto Cury, a ditadura da beleza e a revolução das mulheres, retrata a cruel realidade do mundo atual, a ditadura da beleza. Na obra, a personagem principal, Elizabeth, desenvolve anorexia e bulimia (distúrbios alimentares) em seu momento de falta de autoaceitação a respeito do seu corpo. No cenário real, pessoas desenvolvem doenças referentes á estética, assim como na obra, e essa obsessão criada durante a busca pelo “corpo perfeito”, resulta na distorção da autoimagem, e a saúde mental dos doentes extremamente afetada, por ultrapassar os limites do próprio corpo.

Diante do exposto, atitudes devem ser tomadas para findar os efeitos da manipulação de imagem e a saúde mental afetada das vítimas da padronização. A mídia em geral, deve promover e compartilhar campanhas solidárias que desconstruam a imagem da estética perfeita das pessoas, por intermédio de postagens de pessoas confiantes de todos os tipos de corpo, para assim, evoluir a visão da sociedade a respeito dos paradigmas associados á beleza, e passar a valorizar os mais variados estilos de corpo e rosto. O apoio de grande influenciadores da internet ajudaria no engajamento da campanha também.