A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/06/2021

A música “Desconstrução” do cantor brasileiro Tiago Iorc representa, por meio de versos cantados, o ato da comparação dentro da atual sociedade contemporânea. Assim como é retratado na música, é notório em nossa realidade, a influência de ações e pensamentos originados pela forte manipulação das redes sociais, trazendo consigo também, malefícios ligados à saúde mental.

É de conhecimento geral que a geração Z é marcada pela sua íntima relação com os meios digitais, já que a mesma surgiu em momento primordial para a expansão tecnológica por meio da internet. Em primeiro plano, é preciso reconhecer que, além de servir como fonte de ajuda diária, o poder da mídia nos direciona a acreditar nos visíveis moldes estéticos e utópicos, dispondo como melhor exemplo disso, a tendência de filtros modificadores de corpo e rosto, sendo os mesmos, um dos maiores autores da comparação, insegurança e agitação mental negativa.

Por conseguinte, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, em 2018, mais de um milhão de operações foram feitas no Brasil. É indubitável que o aumento contínuo desse número deixa rastros em nossa atual geração, que tampouco marcada pelo berço digital, passou a ser marcada também pela busca obsessiva da perfeição, mexendo não só com a área estética, mas sim com psicológico e desenvolvendo ansiedades, depressão e problemas de competição exacerbada.

Em conclusão, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com as empresas de comunicação, psicólogos e psiquiatras, realize em suas mídias ações e projetos socioeducativos alertando sobre o paradigma dos malefícios da auto comparação, com a finalidade de reduzir o ideal de modificações estéticas presando a beleza única e natural de cada indivíduo.