A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 21/06/2021
“Em um mundo de aparências, feliz é aquele que vive de verdades”. A frase do sociólogo Zygmunt Bauman parece fazer alusão à manipulação midiática de imagens e os prejuizos gerados por esta. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a propagação duma pseudo realidade e a contribuição para o desenvolvimento de patologias psíquicas.
Sob esse viés, é evidente que a maioria das divulgações de supostos momentos felizes por meio de fotografias não expressa a real circunstância de vida do sujeito. Desse modo, segundo o escritor Fiódor Dostoiévski, “Não há no mundo coisa mais difícil que a sinceridade e mais fácil que a lisonja”. Dessa forma, a massiva parte dos usuários não demonstram a vida real e sim a compartilhação de falácias.
Ademais, é notório o aumento de pessoas com doenças mentais e as mídias sociais como criadoras e intensificadoras deste processo. Sendo assim, segundo a (SBM) Sociedade Brasileira de Medicina, o manuseio de redes sociais por mais de 15 minutos consecutivos ocasiona sentimentos de tristeza e ansiedade no usuário. Dessa maneira, a saúde mental é degradada devido ao uso demasiado destes meios de interações que contribuem à decadência humanitária.
Portanto, medidas precisam ser criadas para conter a manipulação de imagem em redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Por conseguinte, cabe aos profissionais de saúde mental, por meio de instituições democráticas, proporcionarem palestras acerca dos mecânismos mentais, a fim que a sociedade possa ser elucidada sobre sanidade mental. Somente assim a aparência dará lugar ao ser genuíno.