A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/07/2021

Segundo a revista “Exame”, cerca de 84% das jovens brasileiras com 13 anos já aplicaram um filtro ou usaram um aplicativo para mudar sua imagem em suas fotos. Ademais, esse número vem crescendo no Brasil, a medida que, esses filtros que manipulam a imagem das pessoas para um padrão definido como belo está crescendo e se padronizando cada vez mais em nossa sociedade, o que torna-as dependentes dos filtros e, assim, torna as pessoas inseguras com sua aparência e essência natural. Alguns dos fatores que contribuem para que este impasse se agrave é a criação ilimitada de filtros exagerados, como também a permissão da criação de tais filtros pelas empresas de redes sociais.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que os influenciadores usam filtros que mudam a aparência das pessoas em mais de 30%, para um padrão de rosto criado pela sociedade, segundo o jornal “O Globo”. A medida que utilizam esses filtros, vai tornar as pessoas inseguras com sua aparência natural, grande parte da sociedade utiliza como redes sociais e pensa que precisa ser aquilo que é considerado pela maioria “perfeito”, mas não é, e isso é de grande influência na autoestima dessas pessoas. Desta forma, é imprescindível que sejam criados limites para o nível de mudança que esses filtros podem representar e assim, evitar possíveis problemas à saúde mental dos brasileiros.

Outrossim, as empresas proprietárias das principais redes sociais ilimitam e não verificam o quanto a criação e o uso de um filtro pode impactar na vida de uma pessoa, o que torna esse meio intrínseco de filtros que modificam a aparência das pessoas de forma ativa. Além disso, os jovens entre 15 e 30 anos sofrem mais. “Quem convive com o TDC apresenta preocupação exagerada com algum defeito imaginário em sua aparência física”, define o psiquiatra Táki Cordás, um dos organizadores do livro Transtorno Dismórfico Corporal — A Mente Que Mente. Diante disso, essas pessoas devem se conscientizar e limitar a criação de tais filtros que prezam mudar a aparência das pessoas.

Por conseguinte, fica evidente que o uso exagerado e a criação ilimitada de filtros que alteram a aparência física das pessoas cria, ainda mais, uma aparência padrão, o que torna as pessoas inseguras com sua beleza natural. Diante disso, o governo em parceria com o Ministério da Saúde deve exigir das empresas de rede sociais que limitem e verifiquem cada filtro criado por seus usuários, sem haver mudança drástica na aparência das pessoas que os utilizam, como também o limite excessivo do uso de filtros o que incentiva as pessoas a usarem e não aceitarem sua verdadeira e linda aparência assim como ela é, como também a fiscalização de funcionários do governo as plataformas sociais para evitar, desta forma, possíveis falhas na averiguação dos filtros que são disponibilizados ao público. Assim contribuindo para uma sociedade menos, padrão e mais  igualitária, para a saúde mental da população.