A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/07/2021

Em uma das músicas da cantora Olivia Rodrigo, o eu lírico diz ter inveja e tristeza por se comparar as pessoas que vê nas redes sociais, as quais têm “corpos perfeitos” e aparentam ser felizes. Essa canção demonstra que na internet a manipulação de imagens causam maléfícios à saúde mental, devido à busca por uma felicidade ilusória por meio de fotos alteradas, que faz os internautas desenvolverem distúrbios por tentarem ser quem não são ou por não alcançarem a “norma virtual”.

De início, as redes sociais incentivam os internautas a usarem efeitos nas fotos para engajar as plataformas, porém, essas modificações alimentam padrões estéticos que não correspondem a maioria da população, de modo a prejudicar quem consome esses conteúdos. Dito isso, segundo a psicanalista Maria Homem, no universo digital as relações são construídas por um tela, o que, necessariamente, não promove um ambiente real, ou seja, as pessoas atuam e aparentam ser diferentes para agradar um público ou uma ideologia socialmente aceita. Sob tal conceito, é notável que a manipulação de imagens corrobora prejuízos à saúde mental (depressão, bulimia e anorexia), pois os navegantes tentam se igualar aos filtros e terminam, por fim, internalizando que essa é a única maneira de ser feliz. Portanto, influenciadores e psicológos devem alertar sobre as diferenças entre vida real e virtual.

Outrossim, o “photoshop” presentes nas imagens passa a ideia de algo natural e de fácil obtenção, contudo, quando o navegente vê que não consegue alcançar o padrão das redes ele fica frustado e desenvolve conflitos emocionais (quebra da autoimagem) que podem dificultar sua forma de viver. Isso posto, de acordo com a poetisa Cecília Meireles, em um de suas obras, discorre sobre quanto a norma de beleza adoece e consome a saúde mental do indivíduo, comprovado nos versos: “quero apenas parecer bela, pois, seja qual for, estou morta”. Além da literatura, é perceptível que as redes sociais disseminam uma padronização de corpos impossíveis, como consequência, os cidadãos ficam inseguros e doentes mentalmente. Destarte, o Estado necessita coligar sáude mental e mundo virtual.

Logo, medidas precisam ser tomadas para reverter os malefícios à saúde mental gerados pela manipulação de imagem nas redes sociais. Para isso, as empresas digitais devem investir em projetos de desenvolvimento emocional nas redes, mediante campanhas com influenciadores midiáticos e terapeutas que mostrem os constrastes entre a realidade e o virtual, a fim de que os usuário entendam a influência dos filtros e que eles não podem tomar controle da vida. Ademais, o Estado precisa promover a união da saúde mental e das plataformas digitais, por meio de programas com as empresas digitais, com o desenvolvimento de avisos nos filtros e informativos sobre diversidades de corpos e autoestima, para que as pessoas não necessitem ser comparar como na música da Olivia Rodrigo.