A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 01/07/2021
O uso de ferramentas para a edição de imagens nas redes sociais, como os efeitos do Instagram e do Snapchat, promovem a idealização de um padrão de beleza. Além disso, as publicações que são postadas nelas, mostram apenas momentos felizes, isso é, as pessoas compartilham uma “vida perfeita”. Ainda assim, os usuários dessas redes começam a fazer comparações entre o que vêem e a própria vida, o que resulta em malefícios à saúde mental, como ansiedade e depressão.
Em primeira análise, é válido considerar que, segundo a edição de 2019 do Indicador de Confiança Digital, levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas, para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam ansiedade e depressão. Tal fato acontece pois, ao compararem as próprias vidas com o que vêem nas mídias sociais, os usuários pensam que não fazem parte do padrão de beleza ou que não têm a “vida perfeita” representados nas postagens. Isso provoca sentimentos como tristeza e insegurança, sintomas das doenças citadas anteriormente.
Entretanto, as publicações das redes sociais mostram apenas o que os produtores de conteúdo querem, ou seja, mesmo que tristes ou numa situação ruim, eles podem manipular a imagem que será compartilhada, representando ou apenas editando. Com isso, fazem das mídias sociais lugares onde a maioria do conteúdo é artificial, irreal. Essa falta de realismo é um dos motivos para o Instagram, segundo uma pesquisa da Royal Society for Public Health, ser a pior rede, já que, a ela estão associados altos níveis de doenças psicológicas.
Diante do exposto, é fácil perceber que a manipulação de imagens nas redes sociais é responsável por conteúdo irreais, repletos de falsidade, o que causa malefícios à saúde mental. Porém, apesar desse aspecto negativo, as mídias sociais proporcionam o acesso rápido a notícias, maior conexão entre os usuários, e podem até inspirar, de acordo com o conteúdo consumido. Por esses motivos, as pessoas não devem parar de usar definitivamente, mas o fazer de forma modereada e responsável. Essa ideia pode ser ensinada nas escolas por profissionais qualificados em mídias digitais que trabalham com jovens, objetivando a capacitação deles em relação às mídias sociais. Dessa forma, eles poderão distinguir o conteúdo que faz bem do que não faz, o verdadeiro do falso, contribuindo para um uso responsável das redes.