A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/06/2021

Com o crescimento de redes sociais que se destacam pela postagem incessante de fotos e vídeos, como o Instagram, houve o aparecimento cada vez mais constante da prática da edição fotográfica. De modo sucinto, pode-se dizer que essa manipulação de imagens aparenta ser inofensiva, entretanto, essa atividade pode causar malefícios à saúde mental, como a baixa autoestima e a sensação de insuficiência.

Mormente, segundo o psicólogo clínico Rodrigo Casemiro, os aplicativos de ajustes em fotos podem criar uma necessidade cada vez maior de filtros e correções de detalhes que são julgados como imperfeitos, o que implica um estado ilusório de perfeição e bem-estar. Sob tal ótica, é indubitável que a edição fotográfica presente nas redes sociais pode ser prejudicial à saúde mental das pessoas que fazem uso dela, já que ela estabelece uma relação de dependência para que haja uma autoconfiança na própria aparência física. Logo, percebe-se que, com o crescimento da prática da manipulação de imagens, há a disseminação de uma eminente nocividade em relação à autoestima humana, pois esta necessita da autoafirmação proporcionada por essa prática para ser mais estável.

Ademais, faz-se mister compreender que, com o grande número de postagens diárias de fotos manipuladas nas redes sociais, há um aumento da comparação entre as pessoas, o que pode gerar um estado de insegurança em uma razoável parcela da população. Como prova da gravidade desse fato, pode-se citar uma ação tomada pela rede social “Instagram” que, no ano de 2019, ocultou o número de curtidas do seu site e deixou-as disponível apenas para os autores das publicações. De forma breviloquente, pode-se afirmar que uma das razões que proporcionou essa atitude foi a comparação constante de “likes” entre os usuários da rede, que são impulsionados, dentre outros fatores, pelos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade que são, muitas vezes, fruto da edição fotográfica. Dessa forma, essa ação pode ocasionar uma sensação de desconforto, já que muitas pessoas pensam que são inferiores a outras por terem menos interações nas suas fotos.

Portanto, é indubitável que a manipulação de imagem nas redes sociais podem trazer insegurança e malefícios à autoestima, já que ela cria um estado de dependência e ilusão. Desse modo, é essencial que o governo federal, por via do Ministério da Educação, mitigue esse problema, por meio de palestras conscientizadoras que contem com interações dinâmicas e gincanas, a fim de alertar sobre a nocividade dessa prática à saúde mental. Só assim, haverá a formação de uma sociedade cada vez mais consciente dos perigos da artificialidade e que, consequentemente, valorizará os aspectos e as diferenças entre as pessoas.