A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/06/2021
Diante de um episódio da série Black Mirror, tratando-se de uma realidade utópica, a protagonista mostra como é viver dentro de uma sociedade que possui uma busca insaciável por aprovação alheia em determinada rede social, acarretando transtornos mentais na mesma. Infelizmente, essa não é uma realidade muito diferente da vivenciada atualmente, em virtude do aumento de casos de doenças mentais relacionadas à intensa comparação e necessidade de validação.
Segundo a obra denominada “Sociedade do Espetáculo”, a relação social entre pessoas são mediadas por imagens, ou seja, a visão que determinado indivíduo tem sobre o outro reflete mais no que ele deseja expor ou ostentar, do que a realidade de fato, algo completamente perceptível em diversas redes, principalmente no Instagram. Vidas perfeitas e irreais geram os chamados “gatilhos” para aqueles que vivem se comparando, achando que suas vidas jamais chegarão aos pés das outras pessoas.
As redes sociais geram prazer instantâneo, equivalente à cocaína e diversas outras drogas, através da dopamina, neurotransmissor do bem-estar, explicando assim tamanho vício. Pessoas que consomem quantidades exarcebadas de horas nas redes possuem maior propensão a desenvolver transtornos mentais, tais como a depressão, ansiedade generalizada, ansiedade social, TOC, promovendo baixa autoestima, podendo acabar em suicídio.
Finalmente, é nítido o zelo que deve-se ter em relação as pessoas que sofrem com a auto comparação geradas pelas redes. É necessário conscientizar que não há vida perfeita, somente assim será possível evitar tragédias maiores.