A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 01/07/2021
No seriado americano Dexter, o protagonista vivencia uma dupla realidade: como “serial killer” tenta mascarar seus impulsos com uma vida secundária como pai e perito policial. Atualmente, não muito diferente da realidade da série, inúmeras pessoas vivem uma dualidade constante causada pela grande exposição à manipulações presentes nas redes sociais. Esses controles, entretanto, acarretam problemas graves nas faculdades mentais do usuário por ser apresentado à realidade de forma romântica. Além disso, por mais que sem filtros, influencers usam ‘máscaras’ para influenciar seus seguidores, levando-os a resultados, por vezes, desastrosos.
É comum ver relatos de jovens a respeito das dificuldades cotidianas frente à sua romantização e manipulação nas mídias sociais. É fato que a vida real não é fácil, mesmo para aqueles que tem uma condição mais confortável. Todavia, vê-se rotineiramente “blogueirinhos” propagando realidades não condizentes com o dia-a-dia, fazendo o recém adulto ter um forte impacto mental ao se deparar com os desafios impostos a ele. Dessa maneira, percebe-se a numerosa recorrência de pessoas frágeis e acometidas por transtornos acarretados pela falsificação e deturpação da imagem do real.
Em continuação, percebe-se também muitos indivíduos extremamente influenciados pelo discurso de ‘autoridades’ pessoais, as quais tornam os consumidores do seu conteúdo suscetíveis a ações extremas. A título de exemplo, tem-se os entitulados “coaches de produtividade”: os grandes vilões da produtividade em si. Entretanto, o mérito da questão não se refere à sua eficácia, mas às consequência do seu domínio sobre a mente do espectador. Esses profissionais transmitem uma imagem totalmente editada e manipulada da realidade com rotinas inalcansáveis, desafios exorbitantes e cargas de trabalho gigantescas que, a longo prazo, acarretam síndromes como bornout, depressão, ansiedade além de danificarem o psicológico e o imaginario, tornando o simples procrastinador em um enfermo psiquiátrico, levando-o até a morte.
Dito isso, para que a saúde mental do indivíduo seja preservada e não se viva como Dexters, faz-se necessário ações corretivas. Deve-se, então, por meio das diretorias das redes sociais em parceira com os governos, implementar um código universal de regras que, ao mesmo tempo que assegura a liberdade do usuário, assegurada nos Direitos Humanos, não o torne fragilizado pela exposição às falsas promessas e deturpações de realidade presentes nas redes, por meio da difusão de anúncios contendo meios de conscientização e punição relacionados à manipulação da imagem nas plataformas digitais.