A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 04/07/2021

A teoria do Mito da  Caverna, do filósofo Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, pode-se  encontrar uma realidade que condiz com essa problemática no que diz respeito a manipulação das imagens nas redes sociais e os malefícios que podem causar a saúde mental. Nessa perspectiva, o medo em relação a opinião da sociedade sobre sua imagem tem afetado a saúde mental desenvolvendo uma obsessão pela imagem perfeita.

A priori, a sociedade sempre foi uma propagadora de padrões, na contemporaneidade, esses padrões devem estar presentes nas imagens que são publicadas nas redes sociais. Acerca disso, essas redes possuem filtros que melhoram a aparência física, trazendo um aspecto de ‘’perfeição’’, porém, na realidade essa ilusão digital gera frustração para a os usuários aumentando o numero de pessoas com a saúde mental abalada. Assim os usuários dos meios digitais para garantirem os conceitos de beleza impostos pela sociedade, manipulam suas publicações.

Outrossim, observa-se a popularização de procedimentos cirúrgicos que alteram a aparência física das pessoas. De acordo com o levantamento da Sociedade internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2018 foram realizadas no Brasil 1.498.327 cirurgias estéticas, o país lidera atualmente o todo da lista de países que mais realizam procedimentos estéticos, atrás vem Estados Unidos, Alemanha e Itália. Dessa forma, é possível observar a importância que a imagem física tem para os brasileiros e a que ponto uma pessoa vai para se encaixar nesses parâmetros. Assim, alterações no corpo tem se tornando tão comum que gera uma crise de autoestima na população mais nova, pois são apenas retratadas como atraentes por pessoas que passaram por uma série de operações cirúrgicas.            Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para findar os efeitos causados pela manipulação de imagens nas redes sociais. Primeiro, é preciso que a mídia, terceiro setor de influência, promova campanhas publicitária nos canais digitais desconstruindo o conceito de imagem perfeita, para que mais pessoas intendam que não existe um padrão de perfeição e que não há necessidade de manipular sua imagem para se encaixar. Segundo, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CRM) formular cartilhas de orientação para a população que deseja fazer uma cirurgia estética, visando a reflexão do motivo de se fazer esse procedimento. Por conseguinte, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto que a manipulação de imagens nas redes sociais gera.