A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/06/2021
Em O Mito da Caverna, o filósofo Platão, a partir dos indivíduos que enxergavam sombras projetadas na parede como uma realidade, simboliza a alienação da sociedade frente à crenças e conformações de circunstâncias impostas a ela. Hodiernamente, um frequente exemplo disso é a manipulação de imagens nas redes sociais. Essa manipulação causa malefícios à saúde mental, como problemas com autoestima e falta de aceitação e influência no desejo de realização de procedimentos estéticos.
Em primeira análise, desde 2017, redes socias como Instagram e Snapchat foram desenvolvendo filtros e efeitos para diversão, porém, progressivamente foram sendo criadas ferramentas que trazem irrealidade ao mostrar corpos e rostos “perfeitos”. Usuários afinando o rosto, clareando a pele e removendo manchas para então poderem postar suas fotos nas redes se tornaram muito frequentes, fazendo com que, assim como os indivíduos na caverna, as pessoas acreditassem na ficção que lhes foi estabelecida, então, ao se auto julgarem imperfeitas, começam a ter problemas de aceitação e baixa autoestima.
Em segunda análise, os problemas de aceitação pessoal gerados levam a um desejo de se tornarem esteticamente “perfeitos’’ de acordo com os padrões de beleza nas redes socias, e, em busca da ‘‘selfie perfeita’’ as pessoas veem como solução a realização de procedimentos estéticos. Segundo um estudo da Academia Americana de Cirurgiões Plásticos, a motivação de 55% das pessoas que fizeram rinoplatia em 2017, foi o desejo de sair melhor em selfies.
Portanto, é necessária a diminuição do uso de ferramentas que gerem a ampliação da manipulação da imagem nas redes. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Educação juntamente com o Governo Estadual crie campanhas de aceitação nas escolas, levando em consideração que a parte da população mais afetada são os jovens e adolescentes, através de palestras com psicólogos e pedagogos, de maneira que influencie a diminuição do uso das redes para comparação e sejam levados a se aceitarem e reconhecerem que não existe perfeição.