A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/07/2021
O livro “Simulacros e Simulação” do sociólogo Jean Baudrillard traz a ideia do simulacro, que é basicamente quando a representação de uma realidade é muito mais interessante do que a realidade de fato. Nessa perspectiva, vê-se que muitas pessoas estão aderindo esse conceito para si, transformando sua vida real “sem graça” em uma “perfeita” na internet. Contudo, sabe-se que a manipulação de imagens nas redes sociais pode afetar a saúde mental dos que praticam esse ato, pois provoca malefícios como a incessante busca pelo corpo perfeito e a contemplação exagerada da sua própria vida, o que pode gerar problemas como a depressão.
Primeiramente, é válido abordar que a geração Z, que nasceu entre 1994 e 2010, já tem autonomia em relação às ferramentas digitais, como disse o sociólogo Manuel Castells, o que facilita a busca por informações e produtos que deixem o corpo mais “perfeito” possível. Nesse âmbito, de acordo com pesquisas feitas com universidades australianas, realizada com 350 mulheres de 18-24 anos, assistir 30 minutos de vídeos de perfis fitness era o suficiente para deixá-las infelizes com seus próprios corpos.
Por conseguinte, cabe analisar que a autoimagem no mundo da internet é tudo que importa, porém, a contemplação exagerada da imagem pessoal pode afetar a saúde mental, pois a pessoa “entra” em uma realidade perfeita que não existe e como consequência disso vem a depressão. Nessa conjuntura, o escritor Debord traz a ideia do " Hiperespetáculo", na qual mostra que ,agora, as pessoas contemplam a própria vida. Dito isso, percebe-se que esse “amor próprio” pode ser muito prejudicial à saúde dos que a praticam.
Portanto, para diminuir os malefícios da manipulação de imagens nas redes sociais é preciso que a mídia, como instituição de alta relevância para o país, aborde o assunto com o público, por meio de lives com especialistas, proporciadas pelas redes sociais, que abordem de uma forma que mais pessoas vejam e reflitam sobre como isso afeta a sua vida, para que a população não viva a ideia do Simulacro, mas sim da vida real.