A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 02/07/2021
O mundo tem enfrentado, com frequência, problemas sérios com os malefícios da manipulação de imagens que afeta principalmente adolescentes e adultos. Porém, mesmo diante de todos os estudos e documentários como “Dilema das redes”,produzido pela Netflix, É um cenário mareado pela passividade, É preciso que a sociedade se posicione frente a esses malefícios que atingem principalmente a saúde mental.
Uma pesquisa Feita pela Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS) ,em 2017,mostrou que 55% dos cirurgiões relatam ter visto pacientes que queriam alterar a sua aparência para melhorar suas fotos. Diante desse cenário indagamos que as pessoas estão extremamente dispostos a mudar a sua aparência para deixar-se mais parecido com o que vislumbram em rede sociais e capas de revista. Não há dúvida de que a Internet é um recurso de grande importância na atualidade e que remodelou ações, comportamentos e o estilo de vida da sociedade. Porém, a relação entre redes sociais e saúde mental exige mais atenção e cuidado, pois pode elevar o risco de depressão e suicídio em jovens.
O corpo é construído social e culturalmente sob a interferência direta da sociedade que predetermina condições para sua adequação ao que é esteticamente atraente. Com isso, segundo os pressupostos de Le Breton (2007), surgem cada vez mais formas de moldá-lo física, estética, cirurgicamente, com o intuito de garantir a adequação ao padrão imposto e tido como exemplar.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e a Familia (MEC) crie, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento dos algoritmos inteligentes nessas ferramentas e advirtam os internautas do perigo da manipulação sugerindo ao interlocutor criar o hábito de filtrar o que é submetido.