A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/06/2021
No livro “1984”, do escritor George Orwell, defende a ideia de que, a falta de informação tende a comprometer o entendimento pleno da realidade. É possível associar essa concepção literária com a manipulação de imagem nas redes sociais, já que parte dos governantes se da população expõe uma visão limitada sobre este entrave. Nesse sentido, é preciso analisar essa questão no país.
Primeiramente, nota-se que, ao permitir essa manipulação o Poder Público se mostra negligente. Isso porque, há uma falha no processo de fiscalização, uma vez que falta fiscalizar com mais rigor, por exemplo, o Instagram, com sua utilização se filtros tendo em vista a manipulação de imagem, o que tem gerado, a procura das pessoas ao tentar alcançar uma estética inalcançável por meio de cirurgias plásticas e colocando suas vidas em risco. Posto isso, percebe-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos. Dessa forma, nota-se, a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes.
Ainda, pontua-se que, a ausência de engajamento coletivo para se alcançar, realmente, uma sociedade sem essa manipulação. Como prova, verifica-se a inércia em parte da população, em não lutar por investimento financeiro, posto que, faltam verbas, para se investir, por exemplo, em fiscalização, comprometendo, assim, o aumento de manipulações de imagem na internet. Para explicar esse cenário, observa-se em virtude do pessimismo que se intensificou após a Segunda Guerra Mundial, as pessoas passam a aceitar quadros negativos, conforme apontam as reflexões do sociólogo Zygmunt Bauman.
Cabe, por fim, admitir que as manipulações devem ser superadas. Logo, é necessário que o Estado promova a fiscalização, priorizando, a inspeção, a partir de órgãos competentes, no Instagram, com o objetivo de evitar uma estética inalcançável. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas, produzidas por ONG’s, sobre a importância de se adotar uma postura resignada diante da alteração de fotos, a fim de potencializar a mobilização coletiva em prol de investimento financeiro para as fiscalizações nas redes sociais. Desse modo, a falta de informação ficaria restrito a obra “1984”.