A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/06/2021
Desde a Segunda Guerra Mundial há uma grande evolução na tecnologia, os ambientes virtuais presentes no cotidiano de todos, assim como as redes sociais, que ficaram bastante conhecidas com a criação de filtros, esses alterando a imagem dos usuários de acordo com suas preferências - a partir de 2017. Contudo, a realidade brasileira não se difere disso, nas redes sociais havendo a manipulação da imagem para enganar outras pessoas e malefícios à saúde mental - principalmente para mulheres - por não atingir os padrões expostos nessas.
Primeiramente, existem diversos aplicativos e filtros que além de mudar totalmente a imagem, podem trocar o gênero, e muitos indivíduos se utilizam dessas ferramentas para manipular outras pessoas e aplicar golpes, como evidenciado no documentário americano “Catfish: o filme”, no qual uma mulher usa 15 perfis de redes sociais diferentes com fotos e nomes irreais. Embora o Instagram tenha banido - em 2019 - filtros de cirurgia plástica, muitos ainda manipulam sua imagem para aplicar golpes, e conforme uma pesquisa realizada - em dezembro de 2020 - pela empresa digital Psafe, mais de 20 milhões de brasileiros já foram vítimas de algum golpe “amoroso” na Internet.
Outrossim, com a música “Mrs. Potato Head”, da cantora americana Melanie Martinez, é exemplificada uma mulher que é influenciada por comerciais e outras pessoas a recorrer a procedimentos estéticos, como medicamentos para emagrecer e cirurgias plásticas, para ser considerada bonita. Ainda que existam movimentos, como o “Body Positive”, para aceitação do corpo natural, consoante o “MetLife”, um recente estudo americano apontou, em 2019, que meninas com 13 a 17 anos são mais propensas a ter depressão e se matar por causa do uso excessivo das redes sociais, o principal motivo disso é a busca por um padrão irreal de influenciadores digitais que recorrem a ferramentas, como o “photoshop”, para deixar sua imagem “perfeita”.
Destarte, é de extrema importância, para aplacar a manipulação da imagem por meio de aplicativos para a aplicação de golpes, que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações implemente de maneira plena o Código de Ética Digital através das redes sociais, para a segurança de todos no âmbito virtual e que não haja aplicativos e filtros que manipulem a imagem das pessoas. Também, para abrandar os malefícios da manipulação da imagem das redes sociais na saúde mental das mulheres, que o Ministério da Saúde promova mais campanhas e movimentos nas redes sociais, como o “Body Positive”, para a maior aceitação do corpo natural e diminação da taxa de depressão por não entrar no padrão irreal do “photoshop”. Dessa forma, o Brasil poderá se livrar da ameaça que a manipulação da imagem traz nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental da população.