A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 03/07/2021
Recentemente, a modelo e apresentadora estadunidense, Khloe Kardashian, teve uma foto sua publicada em um ângulo que não favorecia seu corpo, o que deixou seus seguidores decepcionados, já que acreditavam naquele visto em suas postagens. Nesse contexto, ela se viu obrigada a filmar-se e “provar” que seu corpo não era como o da primeira foto. Diante disso, compreende-se que a manipulação da imagem nas mídias sociais pode causar danos psicoemocionais aos usuários. Sendo assim, nota-se que a perfeição idealizada nessas fragiliza as relações entre o sujeito e a sociedade.
A princípio, faz-se mister pontuar que as redes sociais construíram um padrão estético irreal e tóxico, já que frustra aqueles que não o alcançam. Com a 4º Revolução Industrial e o avanço da internet, as pessoas passaram a ter maior acesso àquelas, as quais passaram a exercer extrema influência sobre o indivíduo com relação à sua aparência. A partir disso, surgiu o Dismorfia do Snapchat, quando a pessoa busca parecer com a imagem editada, a exemplo, a cantora brasileira Anitta, que já afirmou em uma entrevista que utilizou photoshop para mostrar à sua cirurgiã plástica como gostaria de parecer, o que explicita o quão todos estão expostos à coerção da Ditadura dos Likes. Desse modo, é preciso que tais ideais sejam desconstruídos para que a saúde mental do usuário seja preservada e a sociedade se torne mais empática aceitando as diferenças como o verdadeiro padrão, o singular como perfeito.
Ademais, é essencial destacar os efeitos de tamanha opressão implíssita a que o internauta está submetido. De acorto com o sociólogo alemão, Émile Durkheim, em sua teoria da Coerção Social, o ser é coagido pelo meio em que está inserido e age conforme o considerado normal. Ao comparar com as mídias sociais, é perceptível que essas expõem uma vida inexistente, uma vez que há sempre beleza e felicidade, nunca momentos de fraqueza, o que resulta na frustração daqueles que não se encontram naquela realidade, desenvolvendo, assim, problemas psicológicos, por exmplo, ansiedade e depressão, podendo resultar, inclusive, em suicídio. Com isso, alguns artistas tentam elevar a autoestima de seus fãs, a exemplo, a cantora norte-americana Meghan Trainor em sua música All About That Bass, afirmando ser perfeita mesmo fugindo dos padrões. Dessa forma, é imprescindível que meio social siga um caminho contrário ao da vista por Durkheim e se torne mais acolhedora.
Infere-se, portanto, que manipular a imagem nas redes virtuais trazem sérios impactos àqueles que a observam. A partir disso, é importante que a mídia traga representatividade e busque o singular ao invés dos padrões convencionais por meio da união com influenciadores digitais com o objetivo de mudar o ponto de vista dos usuários. Além disso, é necessário que a família estimule a autoestima do ser para que esse seja confiante como Meghan e não precise provar ser “perfeito”, como Khloe precisou.