A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 04/07/2021

Com a Revolução Tecno-Científico-Informacional, a internet surgiu e transformou o modo de vida de todo o mundo. Todavia, há debates acerca das consequências de seu uso, principalmente em se tratando dos indivíduos nascidos entre 1990 e 2010, conhecidos como ¨Geração Z¨, a qual possui maior facilidade para manusear as ferramentas tecnológicas ofertadas pela revolução das redes. Sendo assim, temas relacionados à manipulação de imagem nas aplicativos sociais e aos malefícios à saúde mental dos telespectadores são cada vez mais discutidos.

Primeiramente, a manipulação da imagem por meio de filtros e photoshops é uma tentativa falha de alcançar padrões de beleza inalcançáveis. Dessa maneira, como já conceituado pelo filósofo francês Guy Debord, as pessoas estão vivendo em uma ¨Sociedade do espetáculo¨, em que a beleza foi padronizada ao ponto de se tornar uma produto a ser vendido para a população. A partir desse pensamento, confirma-se que o fetiche mercadológico é uma das causas para a generalização e normalização do disfarce da realidade e a falta de criticidade, sobretudo da parcela juvenil nacional, possibilita a manutenção dos padrões estéticos e, consequentemente, a continuidade da manipulação da imagem nas redes sociais.

Outrossim, a Indútria da Beleza, por meio de uma logística capitalista, anseia lucrar com as inseguranças corporais populares, afetando diretamente a saúde mental da nação brasileira. Fato é, não raro, que a autoestima e a saúde são atingidas pela constante comparação de corpos, a qual foi efetivada pela exaltação de padrões de beleza, muitas vezes, utópicos. Com isso, a saúde mental dos cidadãos, em especial a dos jovens da geração z, fica ainda mais vulnerável e sensibilizada, de modo a permanecer em um estado gradativamente mais deprimente, caso não possua acompanhamento profissional adequado.

Ante o exposto, cabe ao Poder Público informar, principalmente aos jovens estudantes, acerca da importância da criticidade relacionada ao mundo virtual, mediante debates em espaços escolares, com profissionais capacitados expondo experiências reais da atuação dos padrões estéticos na vida em sociedade, a fim de mitigar a ocorrência de manipulações de imagem nas redes sociais. Ademais, é dever do Ministério da Saúde oferecer tratamento médico aos indivíduos mentalmente afetados pelos padrões de beleza.