A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/07/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios ao bem-estar mental impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito social tão importante. Nesse prisma, é imprescindível analisar os fatores que favorecem esse quadro.

Antes de tudo, nota-se que o Poder Público mostra-se negligênte ao permitir a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Isso ocorre porque existe uma ineficência no processo de consciêntização, uma vez que falta mostrar a população que esse mundo “utópico”  apresentado nas mídias influenciadoras, como o intagram, não corresponde de fato a realidade, o que pode desencandear a não aceitação individual e, consequentemente, a síndrome da decepção continuada. Sendo assim, vê-se que o governo não vem garantindo o bem-estar de toda a sociedade, ocasionando, dessa maneira, a ruptura do contrato social idealizado pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau.

Além disso, é fundamental apontar que a falta de fiscalização atua como impulsionadora da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Segundo uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 à 24 anos que usam as redes sociais aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Diante de tal exposto é notório afirmar que as mídias sociais tem uma forte influência no comportamento humano, provocando, assim, disturbios psicológicos gerados pela alienação das pessoas a padrões estéticos implantados por parte da massa. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Convém, portanto, ressaltar que a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental deve ser superada. Nesse sentido, é necessário que o Governo Federal conscientize a sociedade acerca da auto-aceitação por meio das mídias influênciadoras, como o twitter e o facebook, tendo em vista o bem-estar psicológico. Ademais, é necessário que os órgãos públicos fiscalize as publicações dos usuários de influência da internet, como as grandes empresas, por meio de um sistema de normas, tendo em vista a apresentação de padrões estéticos mais representativos. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada.